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Hungria confirma foco de peste suína africana em granja com 1,8 mil animais

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Hungria confirma foco de peste suína africana em granja com 1,8 mil animais

A Hungria confirmou um novo foco de PSA (peste suína africana) em uma criação comercial de suínos no condado de Somogy, no sul do país. O vírus foi identificado pelo laboratório do Nébih (Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar) em uma propriedade com aproximadamente 1.850 suínos para engorda.

A confirmação ocorreu no domingo (09), após a identificação de sinais clínicos nos animais, como febre, fraqueza, diarreia e mortes.

A autoridade sanitária determinou o isolamento imediato da propriedade e a adoção das medidas necessárias para conter a doença. O plantel afetado, localizado na cidade de Lakócsa, está sendo eliminado, enquanto as autoridades conduzem uma investigação epidemiológica para identificar a origem da infecção e verificar se houve transmissão para outras propriedades.

A granja está situada em uma área da Hungria já classificada como infectada. Segundo o Nébih, o vírus também foi identificado em diversas amostras de javalis coletadas na região, o que reforça a necessidade de medidas de biossegurança para impedir o contato entre os animais domésticos e a população selvagem.

Como parte das ações de controle, foram estabelecidas zonas de proteção e vigilância com raios de 3 e 10 quilômetros ao redor do foco. Restrições foram adotadas nessas áreas, enquanto técnicos avaliam os riscos epidemiológicos relacionados à propriedade afetada, ao entorno e a possíveis criações que tenham tido contato com o plantel infectado.

O caso é o segundo registro de peste suína africana em suínos domésticos na Hungria em 2026, segundo a autoridade sanitária. O país também enfrenta a circulação do vírus entre javalis, considerada um dos principais fatores de risco para a introdução da doença em criações comerciais.

A PSA não é transmitida aos seres humanos e não representa risco à saúde pública. Para a cadeia de produção de carne suína, porém, a doença pode provocar impactos econômicos relevantes, principalmente por causa da necessidade de eliminação de animais, restrições de movimentação e comércio e possíveis efeitos sobre as exportações.

O Nébih reforçou a orientação para que produtores mantenham as granjas fechadas, reforcem as medidas de biossegurança e evitem qualquer contato direto ou indireto dos suínos com javalis. A autoridade também recomenda que casos de mortes ou doenças incomuns sejam comunicados imediatamente aos veterinários para que as medidas de controle sejam adotadas.

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