Com a proximidade do Dia dos Pais, Igor Rickli, 42, vive uma das fases mais potentes e transformadoras de sua trajetória pessoal. A recente expansão da família, fruto de um processo generoso e celebrado de adoção ao lado da esposa, Aline Wirley, 44, trouxe novas vozes, afetos e dinâmica para a casa, transformando o cotidiano em um verdadeiro laboratório de amor e aprendizado.
Em entrevista à CNN Brasil, o ator define o sentimento que norteia seu papel paterno. “A paternidade me ensinou que amar é um verbo. Está muito mais nas escolhas do dia a dia do que nos grandes discursos”.
Para ele, o exemplo diário fala muito mais alto do que qualquer teoria não praticada. “Ser pai é oferecer presença, segurança, escuta e coerência. Tenho aprendido que filhos observam muito mais o que fazemos do que aquilo que dizemos. Hoje, meu maior desejo é que eles cresçam sabendo que são profundamente amados e que podem ser quem são”, comenta.

A importância da rede de apoio, afetos reais e tempo de qualidade
Conciliar a rotina puxada das gravações de “Quem Ama Cuida”, em que interpreta o professor de dança Patrick, sem deixar de lado a atenção que a adaptação dos novos filhos exige, também é tarefa simples. A chave, segundo Igor, está no compromisso com a qualidade de tempo compartilhado.
“É um exercício constante de presença e organização. Nem sempre consigo estar o tempo que gostaria, mas procuro fazer com que o tempo que temos juntos seja de verdade”, pontua o ator, que estrela ao lado dos herdeiros a campanha de Dia dos Pais da Bagaggio.

A base familiar é sustentada especialmente por uma cumplicidade profunda com a esposa, que vivencia a parentalidade de forma genuína, verdadeira e transparente.
“Existe muito diálogo entre mim e a Aline, muita parceria e uma rede de apoio importante. Família é uma construção diária, e isso exige disponibilidade emocional, não apenas agenda”, pondera o ator, reforçando a importância do suporte mútuo e do afeto estruturado.
Pai de três
A experiência de ser pai de três crianças de personalidades distintas provocou uma verdadeira revolução interna na forma como Igor enxerga o mundo e se posiciona perante a vida.
“Eles ampliaram a minha capacidade de escutar e de enxergar o mundo por perspectivas diferentes da minha. Cada filho me desafia de um jeito e me convida a rever certezas, preconceitos e automatismos”, reflete.
Essa transformação ultrapassa as paredes de casa e transborda diretamente para o trabalho criativo diante das câmeras e nos palcos. “Isso inevitavelmente atravessa o artista”, conclui o ator, relacionando sua bagagem familiar com a evolução de sua sensibilidade profissional.
“Acho que hoje eu tenho mais empatia, mais vulnerabilidade e mais interesse por personagens profundamente humanos”.
Grupos de apoio à adoção precisam ser ampliados, diz advogada

