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Violência na Colômbia: chefe de polícia é morto em ataque com drones

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Violência na Colômbia: chefe de polícia é morto em ataque com drones

A Colômbia teve neste sábado (8) um dia marcado por alguns episódios de violência em diferentes pontos do país, apenas um dia depois de Abelardo de La Espriella assumir a Presidência, com a promessa de fazer da segurança uma de suas prioridades.

No departamento de Cesar, no nordeste da Colômbia, um ataque com explosivos lançados por drones contra uma subestação policial provocou a morte do subintendente Argemiro Rodelo Canchila, informou a Polícia Nacional em sua conta no X.

“Durante 18 anos, ele serviu à Colômbia, dedicando sua vida à missão de proteger os cidadãos com honra, compromisso e vocação. Hoje, sua partida entristece a Colômbia”, afirmou a instituição.

De la Espriella se manifestou sobre o ocorrido em uma publicação no X, na qual condenou o ataque, expressou condolências à família e aos colegas do policial e afirmou que os responsáveis serão presos.

“Este crime não ficará impune. Os responsáveis serão encontrados e enfrentarão todo o peso da lei. Cada ataque contra nossos homens das forças públicas fortalece ainda mais nossa determinação de derrotar o terrorismo e devolver a tranquilidade aos colombianos”, afirmou.

O governo de Cesar informou no Facebook que, no mesmo ataque, ocorrido por volta da meia-noite, outro policial ficou ferido e a subestação policial foi danificada.

Em outro episódio, nas primeiras horas de sábado, houve um ataque com explosivos contra um pedágio em construção no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, informaram De la Espriella e seu movimento político, Defensores de la Patria.

“Atacar a infraestrutura do país é atacar o progresso, a mobilidade e a tranquilidade de milhões de colombianos”, afirmou o presidente no X.

“Aos responsáveis, envio uma mensagem clara: não haverá refúgio, não haverá complacência e não haverá impunidade. O Estado responderá com toda a sua capacidade para recuperar o controle do território e derrotar aqueles que pretendem espalhar o medo. A Colômbia não se ajoelhará diante do terrorismo”, acrescentou.

Nesse contexto, o governo também informou que, neste sábado, começou a transferência de 117 presos de alto perfil da penitenciária de Itagüí para outras unidades prisionais de segurança máxima em Bogotá, Medellín, Girón, Valledupar, La Dorada, Palmira, Ibagué e El Barne.

Um comunicado do Defensores de la Patria, partido de De La Espriella, afirma que a medida “busca fortalecer o controle penitenciário, elevar as condições de segurança e impedir qualquer capacidade das estruturas criminosas de manter, coordenar ou fortalecer suas atividades a partir das prisões”.

Horas depois, De la Espriella afirmou, em um vídeo publicado no X, que até aquele momento haviam sido realizadas 43 transferências e que as demais seriam concluídas nas horas seguintes. Segundo o presidente, os presos envolvidos “continuavam cometendo crimes” dentro da penitenciária de Itagüí e agora ficarão sob maior vigilância.

“Um país que não tem segurança não tem nada, e vamos recuperá-la com mão de ferro”, afirmou na gravação.

Na sexta-feira (7), durante seu primeiro pronunciamento após assumir o cargo, ele reiterou que uma de suas prioridades será a segurança na Colômbia. Para isso, antecipou que adotará medidas como ordenar às Forças Armadas e à Polícia que combatam frontalmente os grupos que promovem a violência e publicar uma lista de organizações que serão classificadas como narcoterroristas.

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