O plano de governo de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, prevê retirar o Brasil dos Brics e ingressar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – o chamado “clube dos países ricos”.
“Retirar o Brasil do Brics de forma diplomática, preservando pragmaticamente as relações comerciais com todos os países do bloco e recusando qualquer direcionamento que comprometa valores constitucionais e democráticos do Brasil”, prevê o programa de Romeu Zema.
A avaliação de integrantes da campanha de Zema é de que os Brics, apesar de concebida sob uma perspectiva econômica, não obteve sucesso em evoluir significativamente neste nível de cooperação, exceto pela criação do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento).
Segundo apurou a CNN, estes integrantes argumentam que nenhum acordo foi lançado para facilitar o comércio, harmonizar padrões ou convergir regulamentações ou integrar cadeias de valor.
Para o entorno de Zema, por isso, seria preferível que o Brasil se juntasse à OCDE. A ideia seria adotar o livre comércio e a maioria das mudanças institucionais que, segundo estes auxiliares, levaram “prosperidade” às democracias liberais.
“Retomar o processo de adesão do Brasil à OCDE, promovendo as reformas institucionais e econômicas necessárias para aderir ao bloco e tornando o país mais competitivo, ampliando o grau de investimento e abrindo novos mercados às empresas brasileiras”, aponta o documento.
Entre as exigências para aderir à OCDE, estão a adequação de regras de tributação aos padrões da organização, redução das barreiras tarifárias e não tarifárias para o comércio, garantia de sustentabilidade das contas públicas, implementação de diretrizes que evitem interferência política em empresas públicas, entre outras.
Também aparece no plano de Zema a ideia de “transformar o Mercosul em zona de livre comércio para destravar novos acordos diretos com mais países”.

