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Após queda de aeronave, prefeito do Rio pede suspensão de voos panorâmicos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Após queda de aeronave, prefeito do Rio pede suspensão de voos panorâmicos

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a adoção de medidas imediatas após a queda de um helicóptero que deixou quatro mortos na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, zona sul da capital fluminense, na manhã deste sábado (8).

Durante coletiva de imprensa, Cavaliere afirmou que entrou em contato com o presidente do órgão, Tiago Chagas Faierstein, e encaminhou um ofício da Prefeitura do Rio em que solicitava providências em relação aos voos realizados na cidade.

Segundo o prefeito, entre as medidas que podem ser adotadas está a suspensão temporária dos voos panorâmicos, por uma ou duas semanas, para que a agência realize uma fiscalização mais intensa.

Cavaliere afirmou que o aumento do número de voos panorâmicos e de operações de táxi aéreo no Rio de Janeiro não pode ser considerado normal.

O que eu solicitei ao presidente da Anac é que tome providências imediatas, inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou duas semanas, ou o que seja necessário para uma fiscalização mais intensa.

Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio de Janeiro

O prefeito também afirmou que, de acordo com informações repassadas pelo presidente da Anac, a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos regularmente.

Entenda o acidente

A queda aconteceu na região da Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca. Os quatro ocupantes da aeronave morreram, o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.

Veja quem eram as vítimas do acidente

A aeronave, um helicóptero Robinson R44 de prefixo PP-MFS, pertencente à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos), foi localizada em uma área de mata e de difícil acesso por equipes do Corpo de Bombeiros.

Os militares controlaram os focos de incêndio e isolaram o local para preservar a área para os trabalhos periciais.

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que investigadores foram acionados para realizar a ação inicial, procedimento realizado após acidentes aeronáuticos para a coleta e confirmação de dados, avaliação dos danos e levantamento de outras informações relevantes para a investigação.

A Polícia Civil também apura as circunstâncias da queda. O caso está sob investigação da 19ª DP (Tijuca), que deve realizar a perícia e outras diligências para esclarecer as causas do acidente.

LEIA TAMBÉM: Polícia e FAB investigam queda de helicóptero que deixou 4 mortos no Rio

Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais do Corpo de Bombeiros participaram da ocorrência.

A empresa responsável pela aeronave informou à CNN Brasil que ainda busca informações sobre o acidente e acompanha a apuração

“Neste momento, não temos informações concretas e confirmadas que nos permitam emitir qualquer posicionamento sobre o ocorrido. Por respeito aos envolvidos e para evitar qualquer informação imprecisa, preferimos aguardar os esclarecimentos oficiais antes de nos manifestarmos”, completou.

*Sob supervisão de Thiago Félix

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