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Relação EUA-Brasil: Planalto dosa reação para não municiar novos ataques

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Relação EUA-Brasil: Planalto dosa reação para não municiar novos ataques

O Palácio do Planalto adota uma postura cautelosa diante da revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

A avaliação do governo é que uma reação mais contundente poderia municiar novos ataques vindos da gestão Trump, com reflexos diretos no cenário político interno brasileiro.

Segundo apuração de Jussara Soares, analista de Política da CNN Brasil, interlocutores do governo defendem a dosagem cuidadosa de qualquer resposta à medida adotada pelos norte-americanos.

A preocupação central é que eventuais ataques oriundos da gestão Trump possam se transformar em munição política para Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República.

Embaixadora permanece nos EUA para evitar novo constrangimento

A diplomacia brasileira ainda tenta compreender a real extensão da medida. A revogação do visto significa que, caso Viotti deixe os Estados Unidos, ela não poderá retornar ao país sem solicitar um novo visto — o que poderia expô-la a um novo constrangimento público.

Por essa razão, o Brasil não pretende, neste momento, convocar a embaixadora de volta ao país. Ela continuará em Washington enquanto a situação não for resolvida.

O governo brasileiro também se mantém atento a eventuais novas medidas contra a embaixadora. Vale destacar que Viotti não foi declarada persona non grata e, portanto, não foi formalmente expulsa do território norte-americano.

Ainda assim, segundo Jussara Soares, há um sentimento generalizado na diplomacia brasileira de que novas ações podem ser tomadas a qualquer momento, caso o Brasil não atenda às exigências dos Estados Unidos.

Agrément de indicado de Trump segue sem prazo para ser concedido

O ponto central da tensão diplomática é o agrémento aval formal — para Daniel Perez, indicado de Donald Trump para ocupar o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

De acordo com a apuração, o governo brasileiro não identifica, em princípio, nenhum fator que desabone Perez. No entanto, a posição do Planalto é clara: o Brasil tem todo o tempo do mundo e não há prazo estabelecido para conceder essa aprovação.

Há uma convicção consolidada no governo de que o agrément não será concedido antes das eleições brasileiras. A sensibilidade em torno do tema é elevada, especialmente porque o governo avalia que o Departamento de Estado norte-americano, sob a liderança de Marco Rubio, demonstra interesse em influenciar o processo eleitoral brasileiro.

Diplomatas ouvidos por Jussara Soares ao longo dos últimos dias afirmaram nunca ter vivenciado uma situação semelhante.

“Chantagem”, segundo Itamaraty e Planalto

Tanto o Itamaraty quanto o Palácio do Planalto utilizam a palavra “chantagem” para caracterizar a atitude dos Estados Unidos. A posição oficial é de que o Brasil não cederá à pressão.

Ainda assim, a orientação interna é de muita cautela e dosagem nas reações, para que qualquer resposta brasileira não se converta em pretexto para novos ataques da gestão Trump — ataques que, na avaliação do governo, poderiam beneficiar diretamente Flávio Bolsonaro, apontado como aliado de Rubio no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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