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Participante deixa “MasterChef Brasil”: veja os riscos de picada de aranha

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Participante deixa “MasterChef Brasil”: veja os riscos de picada de aranha

O biomédico Reinaldo Bockor, de 47 anos, revelou que desistiu de competir na 13ª temporada do reality show MasterChef Brasil após ter sido picado no pé por uma aranha-marrom.

O acidente ocorreu durante a etapa de repescagem do programa. O participante explicou que, devido ao forte incômodo e ao inchaço, optou por realizar um empratamento incorreto de forma proposital para forçar sua eliminação, uma vez que não apresentava condições físicas de continuar na disputa.

O caso alerta para a importância de reconhecer os sintomas e saber como agir diante de acidentes com esses aracnídeos, comuns em ambientes domésticos.

O caso de Reinaldo Bockor no MasterChef

De acordo com o relato do ex-participante, a picada ocorreu no primeiro dia de gravações da repescagem. Diante da dor e do inchaço, ele enviou fotos da lesão para sua médica ainda no início das atividades.

No dia seguinte, com o agravamento do quadro clínico, Bockor percebeu que a dor inviabilizaria sua permanência no programa de culinária.

Após a saída da competição, o biomédico viajou para o estado de Santa Catarina para receber assistência médica. O tratamento demandou cerca de 30 dias de recuperação com o membro afetado em repouso. Segundo o competidor, a gravidade da lesão quase resultou na perda de um dos dedos do pé.

Como identificar a picada de aranha-marrom?

A aranha-marrom (Loxosceles) faz parte do grupo de espécies capazes de provocar acidentes de intensidade leve a grave em seres humanos, ao lado da aranha-armadeira e da viúva-negra.

Diferentemente de outros animais peçonhentos, a picada desse aracnídeo costuma ser inicialmente indolor, podendo não apresentar marcas ou reações imediatas na pele.

Os sintomas clínicos tendem a se manifestar de forma tardia, geralmente a partir de seis horas após o contato. Os principais sinais de alerta na região atingida incluem:

  • Dor local, vermelhidão, coceira e sudorese;
  • Desenvolvimento de bolhas na pele;
  • Necrose de tecidos (morte celular da pele na área afetada).

Em crianças e adolescentes, podem surgir reações sistêmicas como dores de cabeça, fraqueza muscular, tremores e convulsões. Casos raros e mais graves de picada de aranha-marrom também podem evoluir para complicações severas, como anemia aguda, icterícia e disfunções no sistema renal.

Primeiros socorros e tratamento médico

Ao sofrer um acidente com aranhas, a primeira providência recomendada por especialistas de saúde é realizar a higienização do local com água e sabão. Para amenizar a dor local, indica-se a aplicação de compressas mornas na região.

É contraindicado fazer torniquetes, tentar espremer ou perfurar a lesão, bem como aplicar substâncias improvisadas ou remédios caseiros sobre o ferimento. Se for viável e seguro, orienta-se capturar o animal causador do acidente para facilitar a identificação da espécie pela equipe médica.

O tratamento é estabelecido de acordo com a gravidade de cada caso. Em acidentes considerados leves, recomenda-se o uso de analgésicos e antialérgicos sob orientação profissional.

Em quadros mais graves, faz-se necessária a aplicação imediata do soro antiaracnídeo específico para neutralizar o veneno e conter o avanço das lesões.

O tempo estimado para a cura completa varia de poucos dias para casos leves até semanas em ocorrências que envolvem necrose.

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