O presidente da Fedecarne (Federação Nacional de Produtores de Carne Bovina), Ignacio Besoain, abordou a situação do Complexo Fronteiriço Integrado Cristo Redentor-Los Libertadores, que permanece fechado há mais de 20 dias.
Diante desse cenário, a entidade expressou sua preocupação devido ao fato de uma quantidade significativa de carne permanecer sem conseguir entrar no país a um mês das esperadas Festas Pátrias, período em que muitas famílias se reúnem para compartilhar um churrasco.
Vale mencionar que, como alternativa, está sendo utilizada a passagem de fronteira Cardenal Samoré.
“Se isso continuar, provavelmente poderá gerar algum nível de desabastecimento de carne, considerando que o Chile depende de uma parcela importante das importações para o seu consumo, próxima de 70%. Não é que, neste momento, haja desabastecimento, nem tampouco exista um aumento significativo no preço da carne. Mas, se isso continuar, de fato as implicações podem seguir nessa direção: pode haver um aumento dos preços, porque há uma menor oferta de carne, principalmente importada, e também algum nível de menor disponibilidade”, explicou Besoain em entrevista ao The Clinic.
Em relação ao cenário que poderá se apresentar durante setembro, ele alertou que, se a situação continuar, haverá impacto, já que “todos os açougues e supermercados começam seu processo de abastecimento e, se não contarmos, do ponto de vista do consumo, com carne importada, efetivamente poderemos ver efeitos de maior impacto”.
“Se, eventualmente, o cenário climático melhorar e a passagem for reaberta, o efeito poderá ser até o contrário da previsão de alta no preço da carne”, acrescentou.
Nessa linha, concluiu que, se as condições meteorológicas melhorarem e a passagem de Los Libertadores voltar a ser liberada, poderá entrar uma quantidade maior de carne no país, de modo que os preços não subiriam e poderiam até mesmo “cair. Então, tudo vai depender de como essa situação continuará evoluindo”.
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