O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para ocupar o cargo de embaixador americano no Brasil. No entanto, antes de assumir o posto diplomático em Brasília, o deputado estadual da Flórida ainda depende do aval do governo brasileiro.
Fontes ouvidas pela âncora Débora Bergamasco, durante o CNN 360º desta sexta-feira (7), do Palácio do Planalto e do Itamaraty garantem que o Brasil não pretende ceder às pressões dos Estados Unidos para acelerar o processo de concessão do agrément, que é o aval diplomático necessário para que Perez possa assumir suas funções.
A principal preocupação do governo brasileiro, segundo as fontes consultadas, é que Daniel Perez seja um “preposto” de Marco Rubio, chefe do Departamento de Estado americano.
O temor é de que Perez venha ao Brasil com o objetivo de tumultuar o processo eleitoral de outubro, questionando a urna eletrônica e a lisura das eleições brasileiras. As fontes também apontam que Perez teria bom relacionamento com a família Bolsonaro, o que amplifica as preocupações do governo.
Segundo Bergamasco, o governo brasileiro também demonstra firmeza diante de possíveis ameaças relacionadas a vistos diplomáticos. “Não vai adiantar ameaçar cancelar o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luisa Viotti”, afirmou a âncora.
Embora tenha havido uma mudança na situação do visto (de modo que, caso ela deixe o país, precisaria solicitar um novo documento para retornar), ela não está obrigada a sair dos Estados Unidos.
Bergamasco destacou que o governo brasileiro deixa claro que tais pressões não irão alterar o ritmo de análise da indicação de Perez. Segundo essas fontes, o governo brasileiro tem seu próprio cronograma e só deve concluir essa avaliação após as eleições presidenciais de outubro.

