Documentos oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos revelam que o governo norte-americano investigou o suposto impacto de um OVNI (Objeto Voador Não Identificado) no município de Conde, na Bahia, em novembro de 1963.
Os relatórios diplomáticos desclassificados mostram a mobilização de agências como a NASA e o Departamento de Defesa dos EUA para apurar relatos que circulavam na imprensa brasileira sobre a queda de uma esfera metálica com um tripulante morto.
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1 de 10O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) um vídeo que mostra um fenômeno anômalo não identificado (UAP, na sigla em inglês) registrado por militares americanos em 2025 • Departamento de Guerra dos EUA
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2 de 10O sensor amplia a imagem novamente. A área de contraste aparece como uma "linha" composta por várias áreas de contraste, movendo-se pelo campo de visão do sensor, do canto inferior direito para o canto superior esquerdo. • Departamento de Guerra dos EUA
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3 de 10Imagens foram divulgadas nesta sexta (10) • Departamento de Guerra dos Estados Unidos
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4 de 10O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) um vídeo que mostra um fenômeno anômalo não identificado (UAP, na sigla em inglês) registrado por militares americanos em 2025 • Departamento de Guerra dos EUA
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5 de 10Objeto é visível próximo ao centro da imagem • Departamento de Guerra dos EUA
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6 de 10Objeto parece ter girado ou tombado em torno do próprio eixo • Departamento de Guerra dos EUA
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7 de 10O sensor amplia a imagem novamente. A área de contraste aparece como uma "linha" composta por várias áreas de contraste, movendo-se pelo campo de visão do sensor, do canto inferior direito para o canto superior esquerdo. • Departamento de Guerra dos EUA
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8 de 10OVNI em formato de fantasma foi registrado pelos EUA • Governo dos EUA
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9 de 10OVNI em alta velocidade registrado pelo governo dos EUA • Departamento de guerra dos Estados Unidos
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10 de 10O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) um vídeo que mostra um fenômeno anômalo não identificado • Departamento de Guerra dos EUA
O boato da queda da “esfera metálica”
O caso teve início após uma transmissão da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro de 1963. A emissora noticiava que uma grande esfera metálica havia caído no centro de Conde, abrindo uma cratera de quatro metros de profundidade.
Segundo o relato radiofônico da época, o objeto possuía aberturas em formato de janelas cobertas por um vidro grosso e abrigava em seu interior um corpo de aparência humana.
O suposto tripulante vestia roupas pesadas que apresentavam inscrições indecifráveis, o que intrigou a população local e mobilizou as autoridades policiais.
A investigação diplomática norte-americana
N época dos fatos, diante da repercussão do caso, a embaixada dos EUA no Rio de Janeiro contatou o consulado norte-americano em Salvador para verificar a veracidade das informações. Mensagens foram enviadas diretamente para Washington com o pedido de que fossem repassadas à NASA e às Forças Armadas dos EUA.
O cônsul dos EUA em Salvador, informou formalmente que a história era uma completa fabricação originada no Rio de Janeiro. Investigações locais constataram que ninguém na região de Conde havia avistado o objeto.
Embora o Secretário de Segurança Pública da Bahia tenha especulado inicialmente que o artefato poderia ser um balão meteorológico, nenhum avistamento ou queda foi confirmado.
Desmentido oficial e ironia na imprensa baiana
Os relatórios também registram a reação das autoridades brasileiras e da imprensa regional. O Ministério da Aeronáutica negou categoricamente a existência de qualquer “objeto estranho” em Conde.
O Jornal da Bahia, em matéria publicada no dia 11 de novembro de 1963 sob o título “A aeronave que não estava lá”, ironizou o episódio. O repórter enviado ao local destacou que o único fato realmente digno de nota na cidade foi o envio de seu próprio telegrama por meio de um antigo transmissor de código Morse da repartição telegráfica federal.
A análise dos arquivos confidenciais demonstra o monitoramento ativo por parte das autoridades norte-americanas sobre relatos de fenômenos aéreos não identificados na América do Sul durante o período da Guerra Fria, mesmo em casos que rapidamente se provavam boatos jornalísticos.

