O Brasil precisa ampliar sua capacidade de refino para reduzir a dependência da importação de combustíveis e minimizar os impactos de crises internacionais sobre os preços internos.
A avaliação é do presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, que afirmou ao programa Conexão Infra, que a alta do petróleo provocada pela guerra entre Estados Unidos e Oriente Médio evidenciou a necessidade de investimentos estruturais no setor.
Segundo Costa, as medidas adotadas pelo governo federal para conter o avanço dos preços dos combustíveis ajudaram a reduzir os impactos imediatos sobre a inflação, mas não representam uma solução permanente. “O governo fez o que podia ser feito”, afirmou. Para ele, porém, “é uma solução de curto prazo”.
Ele completou explicando que “a melhor solução quando aumenta o preço do óleo diesel no mercado internacional é acompanhar, porque se o Brasil não aumentar o preço do diesel ao nível internacional, vai faltar, e a falta é pior do que o sobrepreço”.
Nos últimos meses, o governo anunciou subsídios temporários para reduzir o preço da gasolina e do diesel e tentar conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre a inflação.
Na avaliação do presidente da CNT, esse tipo de medida pode ser utilizado em momentos de crise, mas não deve ser mantido por longos períodos.
Costa também alertou para os impactos fiscais de políticas prolongadas de subsídios aos combustíveis, como alta na taxa Selic e da inflação.

