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Filho de jogador morre e pais anunciam doação de órgãos; entenda processo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Filho de jogador morre e pais anunciam doação de órgãos; entenda processo

A morte do filho do jogador de futebol Gustavo Simões foi confirmada pelo Ypiranga Futebol Clube nesta quinta-feira (5). Diante do óbito, os pais decidiram autorizar a doação de órgãos do menino.

A fatalidade desperta a atenção para os processos e trâmites envolvidos na doação de órgãos no Brasil.

Como funciona o processo de doação de órgãos

No Brasil, a doação de órgãos é um processo estruturado que exige, obrigatoriamente, a autorização familiar pós-morte. O procedimento se inicia logo após a constatação do falecimento e a devida comunicação aos parentes.

Para que os transplantes sejam realizados, o protocolo médico segue etapas específicas:

  • Diagnóstico de morte encefálica: A doação só é possível quando há a confirmação de morte encefálica, condição caracterizada pela parada irreversível das funções do cérebro, embora os outros órgãos ainda estejam recebendo oxigênio artificialmente.
  • Avaliação clínica: A equipe médica realiza exames detalhados para analisar as condições de saúde dos órgãos e verificar a compatibilidade biológica com os potenciais receptores que aguardam em lista.
  • Cirurgia de retirada: Após a autorização por escrito da família, os órgãos e tecidos são retirados cirurgicamente por uma equipe médica especializada.
  • Preservação e transporte: Para garantir a viabilidade das estruturas retiradas, o transporte até os hospitais transplantadores é feito de maneira rápida e segura.
  • Transplante: Por fim, os órgãos são implantados cirurgicamente nos receptores compatíveis de forma coordenada.

Dentre as estruturas passíveis de doação estão o coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas e intestinos, além de tecidos como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.

Fila de espera por transplantes no Brasil

Atualmente, a lista de espera por transplantes no Brasil ultrapassa 50 mil pessoas associadas ao cadastro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Para se tornar um doador após o falecimento, o passo fundamental recomendado em vida é conversar com os familiares e manifestar esse desejo explicitamente.

O processo brasileiro estabelece que a família deve autorizar formalmente a doação após o óbito, sendo esta a etapa indispensável para a sequência do procedimento.

Como é a doação de órgãos em vida?

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