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RJ: Investigado por assédio, coronel dos Bombeiros é denunciado por ameaça

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
RJ: Investigado por assédio, coronel dos Bombeiros é denunciado por ameaça

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou o coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia por supostamente ameaçar quatro sargentos da corporação que atuam como testemunhas em uma investigação sobre assédio sexual. Além da denúncia, o órgão requereu a prisão preventiva do militar.

A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar na terça-feira (4). O Juízo da Auditoria da Justiça Militar recebeu a ação nesta quarta-feira (5) e vai analisar o pedido de prisão preventiva.

Segundo o MPRJ, as ameaças ocorreram em 29 de junho deste ano. De acordo com a investigação, o coronel enviou mensagens por WhatsApp às quatro testemunhas utilizando um número registrado em nome de outra pessoa e se apresentou como “Marcos João”.

Ainda conforme a denúncia, as mensagens faziam referência ao procedimento investigatório, aos depoimentos já prestados e aos fatos apurados. Para o Ministério Público, o conteúdo demonstra que o oficial tinha conhecimento da investigação e buscava influenciar os relatos das militares.

O MPRJ afirma que o coronel também teria dito que as sargentos estavam sendo utilizadas por terceiros, sugerido que elas reavaliassem suas posições e afirmado que ainda haveria tempo para “reparar o dano” causado. As mensagens ainda faziam referências a familiares das militares.

As quatro sargentos são testemunhas em uma ação penal proposta em julho deste ano pelo GAESP/MPRJ (Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública). Nesse processo, Lauro César Botto Maia é acusado de enviar, entre o fim de 2024 e julho de 2025, mensagens de conteúdo considerado inadequado a uma subordinada, com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual.

Na ocasião, a pedido do Ministério Público, a Justiça Militar determinou medidas cautelares contra o oficial. Entre elas estão a suspensão do porte de arma de fogo, a proibição de manter contato com a vítima e as testemunhas, o impedimento de acessar o quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros e a proibição de fazer referências públicas às pessoas envolvidas no caso.

A reportagem da CNN Brasil não localizou a defesa do coronel até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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