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Quase 57 mil pessoas foram mortas no estado do Rio de Janeiro em 10 anos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Quase 57 mil pessoas foram mortas no estado do Rio de Janeiro em 10 anos

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgou, nesta quarta-feira (5), um estudo que aponta que, entre 2015 e 2025, 56.838 pessoas foram mortas em território fluminense por homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de mortes, latrocínios e mortes por intervenções de agentes do Estado. 

Este número é maior que a população de 56 dos 92 municípios do Rio.

O “Panorama de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro 2015” também mostra que, apesar da taxa estadual de letalidade violenta tenha caído 25% na década, não é uniforme. Regiões como o Noroeste e o Centro-Sul Fluminense tiveram suas taxas mais que triplicarem no período.

O levantamento também ressalta que casos de estelionato e extorsão cresceram em todas as regiões fluminenses, enquanto crimes de rua e patrimoniais tradicionais caíram.

A CNN Brasil recebeu os dados em primeira mão.

De acordo com a Firjan, o estelionato ligado a meios digitais, teve um crescimento de 313% nesta década. Em 2025, 146.981 casos foram registrados no estado do Rio de Janeiro.

Os locais mais prejudicados, em 2025, foram a capital, com 73.657 casos, e o Leste Fluminense, com 23.509. Mas, todas as regiões do estado registraram alta no período 2015-2025.

O levantamento também mostrou que o crime extorsão cresceu 73% neste período. Esse dado ainda é agravado pelo fato de que todas as dez regiões do estado registraram alta nos casos de extorsão, entre 2024 e 2025.

O crescimento no número de ocorrências em relação a 2015 foi de 80% este avanço também foi registrado em todas as regiões fluminenses.

Apesar da queda de ocorrências relacionadas a roubo de rua, roubo e furto de veículos e roubo de carga, entre 2015 e 2025, em média ainda ocorrem em média, 281 casos por dia. Totalizando, 102.703.

O estudo ainda aponta para o custo elevado adicional que esta insegurança gera. A ilegalidade custa R$ 31,1 bilhões para o estado.

A CNN Brasil entrou em contato com o governo estadual e aguarda retorno. 

*Sob supervisão de Thiago Félix