Segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (5), 45% dos eleitores acreditam que o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, não aumenta as chances de votar em um candidato nas eleições de 2026. Outros 20% dos entrevistados afirmam que o endosso do líder estadunidense é um fator positivo para votar em algum candidato, em maior ou menos grau.
O levantamento apontou ainda que 7,9% dos eleitores concordam totalmente com a declaração de apoio, enquanto 12,1% apenas concordam. Os eleitores que não concordam e nem discordam registram 23,1%.
Aqueles que discordam que o apoio de Trump aumenta na possibilidade de votar em certo candidato são 14,6%, enquanto 30,3% discordam totalmente.
Aqueles que não souberam responder a pergunta somam 12,1%.
A pesquisa também destrinchou o cenário entre os eleitores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Apenas 5,9% dos eleitores do petista concordam que o apoio de Trump aumentaria a chance de votarem em Lula, enquanto 65,1% discordam. Aqueles que não concordam ou discordam registram 17,9%, enquanto os indecisos, 11,1%.
É possível observar a tendência completamente inversa entre aqueles que declaram voto em Flávio Bolsonaro: 38,1% concordam que o apoio de Trump aumentaria a chance de votarem no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 23,3% discordam. Aqueles que não concordam ou discordam somam 28,1%, enquantos os indecisos, 10,5%.
Tarifaço
A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre quem seria o responsável pelas tarifas de Trump.
Quando perguntados se a culpa era de Lula, 35,1% dos eleitores concordam; 19,4% não concordam nem discordam; e 32,4% discordam. Os indecisos somam 13,1%.
Já quando questionados se a família Bolsonaro era responsável pelas tarifas de Trump, 28,3% concordam; 39,1% discordam; e 18,9% não concordam nem discordam. Os indecisos somam 13,7%.
Metodologia
Foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04579/2026.

