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Nenhum presidente ou ministro consegue controlar a PF, diz especialista

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Nenhum presidente ou ministro consegue controlar a PF, diz especialista

Ao WW, Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva, avaliou que a PF (Polícia Federal) é, em seu núcleo, uma instituição incontrolável. Segundo o especialista, nenhum presidente ou autoridade da Justiça consegue exercer controle efetivo sobre a corporação.

Para Vidal, esse fenômeno explicaria os recentes vazamentos de informações envolvendo a PF em diferentes contextos, incluindo os escândalos do INSS e o caso de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A Polícia Federal é, se não no seu todo, mas certamente no seu núcleo, incontrolável. Nenhum presidente controla, nenhum ministro da Justiça controla efetivamente a corporação”, afirmou o analista.

Vazamentos históricos e sistêmicos

De acordo com Vidal, o problema dos vazamentos não é exclusividade de nenhum governo específico, mas sim uma característica estrutural e histórica da instituição.

“Não é uma coisa desse governo anterior. É uma coisa sistêmica”, declarou. O especialista ressaltou que a prática é observada desde os anos 2000 e que a sociedade já se acostumou com ela ao longo do tempo.

Vidal também destacou que os vazamentos costumam ser utilizados para conferir legitimidade a provas ou suspeitas, que posteriormente são incorporadas em processos judiciais.

“Os vazamentos são utilizados para legitimar provas ou suspeitas, e essas provas e suspeitas depois são incorporadas em processos judiciais que validam e usam essas informações para seguir adiante”, explicou. Para ele, essa dinâmica dificilmente será alterada ou penalizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) — pelo contrário.

Tensão entre PF e STF

O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, trouxe à tona a situação no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o ministro André Mendonça estaria cada vez mais isolado diante das tensões com a PF. “No Supremo, a gente percebe um relator cada vez mais isolado, André Mendonça, isolado nessa trincheira”, afirmou Daniel.

Segundo Rittner, o advogado-geral da União, Jorge Messias, teria sido incumbido de tentar uma aproximação entre o gabinete de Mendonça e Andrei Rodrigues, chefe da PF. A missão seria pacificar a relação entre as duas partes, aproveitando o bom trânsito de Messias junto ao governo e sua proximidade com André Mendonça.

No entanto, Rittner avaliou que se trata de uma tarefa extremamente difícil. “É uma missão muito difícil para Messias”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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