Israel emitiu sua primeira ordem de retirada no sul do Líbano desde junho e lançou novos ataques na região, ressaltando a fragilidade do cessar-fogo entre os dois países, bem como as preocupações de que a medida possa reabrir uma frente no conflito mais amplo de Jerusalém com Teerã.
O fato ocorre no momento em que autoridades libanesas e israelenses se reúnem em Roma, nesta semana, para consolidar os termos do cessar-fogo de junho. O Irã também pode chegar a um acordo sobre o Estreito de Ormuz até esta sexta-feira (7).
As FDI (Forças de Defesa de Israel) ordenaram que os moradores da vila libanesa de Mansouri deixassem o local na tarde desta quarta-feira (5), informando posteriormente que haviam iniciado o que descreveram como “ataques precisos” contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano, em resposta a uma “violação completa do cessar-fogo”.
A Agência Nacional de Notícias de Beirute informou que aviões de guerra israelenses lançaram dois ataques aéreos nos arredores de Mansouri, ao sul de Tiro, coincidindo com disparos de artilharia nas proximidades da cidade de Majdal Zoun.
O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que uma pessoa morreu e outras 12 ficaram feridas em um ataque aéreo na região de Tebnin.
Durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, avisos de retirada para comunidades no sul do Líbano tornaram-se frequentes, ocorrendo quase diariamente, à medida que as forças israelenses atacavam a região. A ordem desta quarta-feira (5) é a primeira emitida pelas FDI desde 10 de junho e desde a entrada em vigor do cessar-fogo mediado pelos EUA.
Nos termos do acordo de cessar-fogo de 27 de junho, Israel declarou que se retiraria de duas áreas no sul do Líbano, transferindo o controle dos locais para as Forças Armadas Libanesas.
Espera-se que as negociações mais recentes, às quais o Hezbollah, apoiado pelo Irã, se opõe, sejam concluídas em Roma ainda nesta quinta-feira (6). Esta é a sétima rodada de negociações entre Jerusalém e Beirute.

