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Igor Rickli analisa papel em “Quem Ama Cuida” e estreia de filho na novela

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Igor Rickli analisa papel em “Quem Ama Cuida” e estreia de filho na novela

Após um hiato de mais de dez anos afastado das produções diárias da TV Globo, Igor Rickli, 42, marca seu retorno em horário nobre como Patrick, um cativante professor de dança de salão em “Quem Ama Cuida”.

Muito mais do que uma simples volta às telinhas, essa nova etapa reflete um artista modificado pelo tempo, pelas experiências nos palcos, pela gestão de projetos pessoais e pela própria vida.

Ao refletir sobre o atual momento da carreira, o ator destaca que o ritmo acelerado de uma novela o reencontra em um momento de absoluta plenitude. “É um retorno que tem muito significado. Passei esse tempo vivendo outras experiências, no teatro, na música, produzindo projetos, empreendendo e, principalmente, amadurecendo como homem e como artista”, avalia o ator em entrevista à CNN Brasil.

Segundo ele, a experiência acumulada ao longo dos anos transformou sua relação com o set de gravação. “Voltar agora para uma novela diária é reencontrar um lugar que eu amo, mas com outro olhar. Tenho muito mais repertório, mais calma e mais consciência do processo”, garante.

Longe de enxergar o momento como um recomeço do zero, Rickli vê a oportunidade como a consolidação de sua trajetória. “Representa continuidade. Tudo o que vivi nesses anos me trouxe até aqui”, afirma.

Sem a pressa característica do início de carreira, ele almeja voos cada mais conscientes. “Hoje eu me sinto mais preparado para aproveitar as oportunidades sem a ansiedade de provar alguma coisa. Quero construir uma carreira sólida, baseada em bons encontros, bons personagens e trabalhos que realmente me desafiem”.

Patrick (Igor Rickli) em "Quem Ama Cuida"
Patrick (Igor Rickli) em “Quem Ama Cuida” • Globo/ Angélica Goudinho

A dança em cena

Para dar vida a Patrick, o ator enfrentou uma rotina intensa de laboratório físico e corporais, dada a exigência técnica que a dança de salão impõe.

“A preparação foi intensa. A dança exige técnica, consciência corporal, resistência e uma postura muito específica. Não basta decorar passos; é preciso incorporar alguém que vive isso diariamente”, explica.

Igor aponta que o maior trunfo em cena é justamente a naturalidade. “O maior desafio foi fazer com que a técnica desaparecesse e tudo parecesse natural. Quando o personagem entra em cena, o público não pode enxergar o esforço, só a verdade daquela pessoa”.

Na trama, o personagem começou conquistando o público pela simpatia, mas aos poucos já deu sinais de uma possível ambição. Defendendo a complexidade de Patrick, Igor se recusa a rotulá-lo de forma maniqueísta.

“Eu gosto de personagens que fogem do óbvio. Ninguém acorda pensando que é o vilão da própria história. Ele tem desejos, inseguranças, carências e uma ambição que, aos poucos, vai atravessando alguns limites. Meu trabalho é compreender as motivações dele, não julgá-lo. Quanto mais humana essa construção, mais interessante ela fica para quem assiste”, garante.

Além das nuances morais, as relações afetivas do personagem prometem movimentar a trama, especialmente o laço com Dora, personagem de Mariana Ximenes, 45.

“Existe uma amizade construída ao longo de muitos anos e um afeto muito verdadeiro entre eles. Mas, como acontece na vida, relações antigas também carregam expectativas, frustrações e sentimentos que nem sempre foram completamente resolvidos. Essa amizade vai ser colocada à prova em vários momentos da história”, adiantou.

Patrick (Igor Rickli) e Dora ( Mariana Ximenes) em "Quem Ama Cuida"
Patrick (Igor Rickli) e Dora ( Mariana Ximenes) em “Quem Ama Cuida” • Globo/ Manoella Mello

Legado em família

O retorno às novelas ganhou um plus ainda mais especial com a estreia de seu filho mais velho, Antônio Caramelo, 11, fruto do casamento com a cantora Aline Wirley, 44, na trama.

“Foi uma alegria enorme. É emocionante acompanhar um filho realizando um sonho, mas o mais bonito é perceber que ele está vivendo esse processo com responsabilidade, curiosidade e prazer. Poder compartilhar esse momento, mesmo em núcleos diferentes, é um presente que vou guardar para sempre”, celebra.

Mesmo sem contracenar diretamente com o pequeno, o pai coruja equilibra o incentivo profissional com a proteção paterna. “É uma mistura de orgulho e cuidado. Eu não quero que ele carregue o peso das minhas expectativas. Quero que descubra o próprio caminho, no próprio tempo. Se eu puder contribuir com alguma experiência, ótimo. Mas também acredito muito no aprendizado que só a vivência proporciona”, declara.

No cotidiano, o diálogo sobre atuação também acontece sem pressões. “Às vezes a gente conversa bastante sobre as cenas, troca impressões e, quando ele pede, faço alguma leitura com ele. Mas também procuro preservar esse lugar de pai. Não quero transformar nossa casa numa extensão do set de gravação. O mais importante é que ele continue se divertindo e mantendo viva a curiosidade pelo ofício”, diz.

Essa entrega à arte e à verdade pessoal se reflete também na forma como Igor se expressa visualmente fora das telas, sendo referência no uso da moda sem rótulos ou barreiras de gênero.

“Hoje eu vejo a roupa como uma linguagem. Ela comunica estados de espírito, referências, desejos e histórias. Nunca me interessou vestir algo para corresponder às expectativas dos outros. Gosto da moda como espaço de experimentação e liberdade”, defende ele que a campanha de Dia dos Pais 2026 da Bagagio.

Igor Rickli estrela campanha de Dia dos Pais da Bagaggio
Igor Rickli estrela campanha de Dia dos Pais da Bagaggio • Divulgação

“Acho que, quando a gente deixa de ter medo do julgamento, também ganha mais liberdade para criar personagens sem preconceitos ou limitações. No fim, atuar também é isso: emprestar o corpo e a sensibilidade para viver outras possibilidades de existência”, conclui.

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