A Latam encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 125 milhões, mesmo diante da alta nos preços do combustível de aviação (QAV).
Segundo balanço divulgado pela companhia na noite desta terça-feira (4), a aérea alcançou receitas de US$ 4.2 bilhões, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025.
Em passageiros trasportados a empresa anotou 21,1 milhões de passageiros e aumentou sua capacidade consolidada em 8,9%.
No segmento internacional, o crescimento foi de 11,8%. Já a capacidade doméstica da Latam Brasil aumentou 5,7%, e as operações domésticas das afiliadas no Chile, Colômbia, Equador e Peru, com crescimento de 5,3%. A taxa de ocupação se manteve em níveis saudáveis, alcançando 81,8%.
Em relação a alta no QAV diante do conflito no Oriente Médio, os custos associados ao combustível representaram US$ 1.7 bilhão, sendo 93,1% acima do mesmo período de 2025, enquanto o preço pago, incluindo coberturas, aumentou 81,3%.
Com o contexto, a aérea alcançou uma margem operacional ajustada de 5,4% e um EBITDA ajustado de US$ 713 milhões.
Para Ricardo Bottas, CFO do LATAM Airlines Group, os resultados do segundo trimestre “demonstram a solidez estrutural do grupo”, assim como a proposta de valor para os clientes e a capacidade de atuar em um ambiente volátil e incerto.
A empresa ainda gerou US$ 473 milhões em fluxo de caixa operacional ajustado durante o trimestre e encerrou o mês de junho com US$ 2.7 bilhões em caixa.
Considerando as linhas de crédito comprometidas e totalmente disponíveis, a liquidez total chegou a US$ 4.2 bilhões, cerca de 26,2% das receitas dos últimos doze meses.
A alavancagem líquida ajustada foi de 1.5x, abaixo do limite de 2.0x estabelecido na política financeira da empresa.
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