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Conheça cinco tecnologias que estão mudando a medicina no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Conheça cinco tecnologias que estão mudando a medicina no Brasil

Celebrado nesta quarta-feira (5), o Dia Nacional da Saúde destaca a importância da prevenção e do acesso à assistência médica de qualidade. Nos últimos anos, esse cenário também passou a ser marcado pela incorporação de novas tecnologias, que vêm transformando desde o diagnóstico até a realização de cirurgias complexas no Brasil.

Segundo Gabriel Alencar Coelho, CEO da Hospcom, empresa que atua no fornecimento de tecnologias para hospitais, a inovação tem acelerado mudanças tanto na rede pública quanto na privada.

Confira cinco avanços apontados:

1 – Cirurgia robótica ganha espaço

A cirurgia robótica deixou de ser uma tecnologia restrita a poucos hospitais e vem sendo utilizada em um número crescente de procedimentos.

Uma das principais novidades é a telecirurgia, em que o cirurgião controla um robô à distância, em tempo real, permitindo que pacientes sejam operados por especialistas mesmo estando em outra cidade.

“A tecnologia que está transformando o futuro da medicina já é realidade em hospitais de todo o Brasil. A cirurgia robótica deixou de ser um privilégio para poucos”, afirma Coelho.

2 – Tecnologias avançadas chegam ao SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) também passou a incorporar equipamentos de alta tecnologia.

Um dos marcos foi a realização da primeira telecirurgia robótica de longa distância da rede pública, que conectou o Hospital de Amor da Amazônia, em Porto Velho (RO), ao Hospital de Amor, em Barretos (SP). O procedimento foi realizado por meio da plataforma robótica Toumai™.

Além disso, o Governo Federal também avança na implantação de novas salas cirúrgicas por meio do PAC Cirurgias, que prevê a estruturação de 229 centros cirúrgicos equipados com videolaparoscopia 4K, aparelhos de ultrassom, monitores e equipamentos de anestesia.

3 – Inteligência artificial auxilia médicos

A inteligência artificial também começa a ocupar espaço na rotina da saúde.

Segundo Coelho, plataformas como a Doutora M.ia, que reúne agentes digitais especializados em mais de 30 áreas médicas, funcionam como ferramentas de apoio para profissionais e pacientes.

O uso da inteligência artificial deve complementar, e não substituir, a prática médica. Em um sistema pressionado por limitações estruturais, ela passa a ser parte da solução para ampliar eficiência, precisão e acesso à informação“, afirma.

4 – Mais tecnologia para ampliar cirurgias

Além da telecirurgia, a modernização dos centros cirúrgicos é vista como uma estratégia para aumentar a capacidade de atendimento dos hospitais.

Segundo o especialista, equipamentos mais modernos permitem realizar procedimentos com maior segurança, eficiência e previsibilidade, reduzindo gargalos e beneficiando pacientes que aguardam por cirurgias.

O Governo Federal avança na modernização da rede pública de saúde com a estruturação de 229 salas cirúrgicas em diferentes regiões do país.

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    Brasil realizou, neste sábado (18), a primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia de forma robótica feita em Salvador, na Bahia • Divulgação

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    Cirurgia foi conduzida pelo urologista e cirurgião robótico Nilo Jorge Leão, coordenador do IBCR (Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica) • Divulgação

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    Procedimento, que terminou por volta das 13h20 deste sábado, consiste na retirada de tumores renais preservando o restante do órgão • Divulgação

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    Processo contou com a supervisão local do urologista Bruno Rosa • Divulgação

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    Para a realização da cirurgia foi usada pela primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, a internet via satélite Starlink • Divulgação

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    A partir da tecnologia robótica, o procedimento ganha ainda mais precisão • Divulgação

5 – Integração de dados melhora atendimento

Outro avanço destacado é a integração dos sistemas de informação em saúde.

Dados da pesquisa TIC Saúde, do Cetic.br/NIC.br, mostram que 64% das unidades públicas já utilizam sistemas eletrônicos para encaminhamento de pacientes, contra 28% das instituições privadas.

Já a integração à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) alcança 72% das Unidades Básicas de Saúde.

Para Coelho, conectar diferentes sistemas é essencial para tornar o atendimento mais eficiente.

“O hospital privado que continuar operando com sistemas isolados pode até parecer digital por fora, mas continuará tomando decisões com dados atrasados, incompletos ou desconectados. A tecnologia só entrega valor quando consegue integrar informações e apoiar decisões clínicas e de gestão”, conclui.

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