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Agenda climática não precisa de planos mirabolantes, afirmam especialistas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Agenda climática não precisa de planos mirabolantes, afirmam especialistas

Especialistas e lideranças governamentais reunidos no evento “O Estado da Implementação Climática”, realizado nesta quarta-feira (5) durante a São Paulo Climate Week, defenderam que o sucesso da agenda ambiental brasileira depende de ações práticas e indicadores de esforço, em vez de propostas complexas sem aplicabilidade real.

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Durante o encontro, organizado pela rede LACLIMA, o foco das discussões recaiu sobre a urgência de transformar compromissos internacionais em políticas públicas estruturantes que sobrevivam às alternâncias de poder.

Implementação x pirotecnia

Especialistas enfatizaram durante o encontro que a fase atual da agenda climática brasileira é a da materialização dos compromissos assumidos em conferências globais, como a COP30, realizada em novembro, no Pará.

Em sintase, a ideia é de que o país não necessita de “planos mirabolantes”, mas sim de mecanismos que permitam tangibilizar os resultados na ponta, como a redução do desmatamento e a agricultura de baixo carbono.

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O encontro alertou que o enfrentamento à crise climática exige políticas robustas e não “pirotecnia”.

A garantia do orçamento público para todas as áreas, especialmente para a pesquisa científica e para o fortalecimento de órgãos de fiscalização, é apontada como primordial.

Desafios da governança e adaptação

A transição para um modelo de desenvolvimento sustentável exige uma articulação intersetorial que envolva diversos ministérios e entes subnacionais.

Flávia Bellaguarda, assessora extraordinária para a COP 30, pontuou que a implementação acontece de fato no nível doméstico, onde cada município e território possui necessidades específicas que não podem ser generalizadas.

“Mas não só o Brasil, como todos os países (…) eles precisam ir para o nível doméstico. (…) A implementação no multilateralismo que está começando a virar chave, a gente ainda não sabe muito bem o será”, afirma Bellaguarda.

Para a sociedade civil, o desafio da implementação também passa pela justiça climática. Thayná Gutierrez, da Rede por Adaptação Antirracista, afirmou que as estratégias de adaptação precisam priorizar as populações mais vulneráveis, como comunidades negras e periféricas, garantindo que o financiamento chegue aos territórios que mais sofrem com eventos extremos.