Últimas

Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta

Os contratos futuros de açúcar bruto atingiram a maior cotação em três semanas ​nesta terça-feira na bolsa ICE, à medida que ​as condições climáticas adversas em vários países reforçaram as expectativas de que o mercado possa entrar em déficit na safra de 2026/27.

O açúcar fechou com alta de 0,03 centavos, ou 0,2%, a 15,04 centavos por libra-peso. Operadores afirmaram que as chuvas recentes interromperam a colheita de cana no Brasil e que a produção de açúcar na região centro-sul pode ⁠não ser tão alta quanto se ​esperava anteriormente, especialmente porque as usinas estão utilizando uma proporção maior de ​cana do que no ano passado para produzir etanol, em vez de açúcar.

“Com as ⁠previsões de médio prazo indicando uma probabilidade razoável ⁠de que a região receba chuvas acima da média a partir ​de ‌setembro, o ritmo da moagem no centro-sul do Brasil poderá exercer uma influência mais forte ⁠sobre a evolução dos preços nas próximas semanas”, afirmou o Rabobank em uma nota.

O clima quente e seco em outras áreas, incluindo a União Europeia, também pode prejudicar as perspectivas de ‌produção. ⁠O açúcar branco ‌fechou com alta de US$3,20, ou 0,7%, a US$472,70 a tonelada.

Café

O café arábica da ICE fechou em alta de 4,6 centavos, ou 1,4%, a US$3,241 por libra-peso, impulsionado pela escassez ⁠de oferta. Os corretores observaram que os estoques ⁠na bolsa caíram para o nível mais baixo desde 31 de janeiro de 2024.

Os estoques certificados pela ICE ‌ficaram em 260.720 sacas em 3 de agosto, abaixo das 292.810 sacas da semana anterior e bem abaixo das 760.529 sacas registradas no mesmo período do ano passado. O contrato de café robusta fechou com alta de US$69, ou 1,8%, a US$3.853 por ‌tonelada.

Cacau

O cacau da ICE de Londres fechou com queda de 41 libras, ou 0,9%, a 4.361 libras por tonelada. Os corretores afirmaram que a produção provavelmente cairá significativamente ⁠na próxima safra 2026/27, especialmente na África Ocidental.

“Avaliações mais pessimistas sobre a oferta de cacau para a próxima safra 2026/27, que começa em setembro ou outubro, estão impulsionando os preços para ​cima”, afirmou o Commerzbank em uma nota.

A demanda também está começando a se recuperar ​após a queda registrada no ano passado, em resposta ao aumento dos preços em 2024. O contrato de cacau de Nova York fechou em queda de US$15, ou 0,3%, a US$5.924 por tonelada.

Preservação ambiental passa a valer mais no mercado de carbono

Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado