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Lula, Flávio, Caiado e Cury terão espaço garantido em rádio e TV; entenda

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula, Flávio, Caiado e Cury terão espaço garantido em rádio e TV; entenda

Apenas quatro candidatos à Presidência da República têm, até o momento, espaço garantido nos blocos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza os cálculos para a divisão do horário eleitoral com base no tamanho das bancadas e federações partidárias, critério definido a partir dos resultados das eleições de 2022.

Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ficam de fora dessa divisão. No caso do Missão, o partido foi recém-criado; já o Novo não cumpriu a cláusula de barreira em 2022. Apesar de ambos apresentarem pontuações relevantes nas pesquisas, não terão direito a inserções na propaganda eleitoral gratuita.

Cenários simulados para a divisão do tempo

Três cenários foram apresentados para ilustrar como a divisão do horário eleitoral pode variar conforme as alianças. No cenário atual, se Flávio Bolsonaro (PL) disputar de forma isolada, com chapa pura, terá um tempo expressivo, uma vez que o PL foi o partido com a maior bancada de deputados eleitos em 2022.

Cada bloco do horário eleitoral tem aproximadamente 12 minutos e meio, sem contar as inserções ao longo da programação. Caso Flávio Bolsonaro firme uma aliança com o Podemos, seu tempo aumentaria, reduzindo proporcionalmente o de Lula.

O cenário mais impactante, porém, seria uma aliança entre PL e Republicanos — hipótese que, segundo os analistas, não deve se concretizar.  Nesse caso, Flávio Bolsonaro passaria a ter o maior tempo de TV, com pouco mais de 5 minutos dos 12 e meio disponíveis, cerca de 40% do total, enquanto Lula cairia para a segunda posição.

Para Ronaldo Caiado e Augusto Cury, as mudanças seriam marginais em qualquer dos cenários.

Inserções são mais valiosas do que o bloco fixo

Segundo o analista de Política da CNN Pedro Venceslau, os marqueteiros que comandam as principais campanhas são especialistas em televisão. Entre eles estão Raul Rabello, na campanha de Lula; Duda Lima, responsável pela campanha de TV de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e agora ligado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL); e Paulo Vasconcelos, que cuida da campanha de Caiado.

“Não é por acaso que as campanhas escolheram marqueteiros especialistas em televisão, mais do que de redes sociais”, afirmou Venceslau.

Segundo Venceslau, os marqueteiros são unânimes ao apontar que as inserções espalhadas ao longo da programação das TVs abertas e do rádio são mais eficazes do que o bloco fixo do horário eleitoral.

“Quem tem mais inserção tem mais chance de entrar no horário nobre”, destacou Venceslau. No cenário atual, Flávio Bolsonaro teria cerca de 20% a menos de tempo do que Lula — o equivalente a aproximadamente um minuto a menos —, o que se traduz em consideravelmente menos inserções.

Caiado, com dois minutos e dois segundos, deve ter entre cinco e seis inserções, enquanto Augusto Cury (Avante), com 36 segundos, teria no máximo duas ou três. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão nenhuma inserção.

Eleitorado mais velho e o peso da TV

A analista de Política da CNN Julliana Lopes destacou que o eleitorado brasileiro está envelhecendo, e esse segmento ainda é fortemente influenciado pela propaganda no rádio e na televisão. “A gente está falando de um idoso representar um a cada quatro eleitores”, disse.

Pesquisas indicam que esse público tende a avaliar a credibilidade dos candidatos com base nas campanhas televisivas, conferindo maior confiança ao que vê na TV do que nas redes sociais. Lula apresenta vantagem de aproximadamente 50% contra 35% de Flávio entre o eleitorado mais velho. “Cada segundo faz diferença na campanha de rádio e televisão”, reforçou Lopes.

Caiado aposta na TV para se destacar nas pesquisas

A analista de Política da CNN Jussara Soares ressaltou que Caiado enxerga no tempo de televisão uma oportunidade estratégica para se descolar do grupo de candidatos com menor desempenho nas pesquisas e se aproximar de Flávio Bolsonaro.

Jussara lembrou que a TV ainda alcança regiões do interior do Brasil onde o acesso às redes sociais é limitado. “No interior do Brasil, ainda é a TV que vai fazer a diferença”, afirmou.

Outro ponto levantado pela analista é que Caiado ainda é pouco conhecido em âmbito nacional, ao contrário de Flávio Bolsonaro, que carrega o sobrenome de Jair Bolsonaro (PL). Para Caiado, o tempo de TV serve tanto para se apresentar ao eleitorado quanto para expor propostas, atacar adversários e se defender.

A analista de Política da CNN Isabel Mega acrescentou que candidatos sem tempo de TV, como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), devem apostar nos debates televisivos para compensar a ausência na propaganda eleitoral, especialmente se os líderes das pesquisas optarem por não participar dessas disputas num primeiro momento.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.