O grupo de oito estudantes brasileiros que viajou em julho para disputar as olímpiadas de astronáutica nos Estados Unidos fez parte da equipe vencedora e levou a medalha de ouro no último domingo (2).
A CNN Brasil revelou que o grupo se qualificou para a final, disputada com alunos do mundo inteiro, por meio da elaboração do projeto Astrabrazil, que propôs a expansão de uma colônia flutuante na atmosfera do planeta Vênus, com um sistema industrial capaz de transformar fosfina (PH₃) em materiais de alto valor tecnológico.
Já na final, os brasileiros fizeram parte de um time com alunos da África do Sul, China, Inglaterra (entre outros) para uma nova missão: precisaram desenvolver uma escala para turismo espacial, pensando uma nave em termos de habitação e tecnologia e entregar o resultado em 48 horas.
Ao todo 60 alunos foram premiados, incluindo os brasileiros, a fase foi disputada por quatro times, totalizando 240 estudantes.
As quatro novas equipes foram formadas para a final internacional, disputada nos Estados Unidos. Os participantes precisaram resolver questões como: componentes a engenharia estrutural, de operações, departamento de fatores humanos, de projetos e serviços de automação e desenvolvimento de negócios, além de um cronograma de custos do projeto.
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Entenda disputa
A ISSDC (Competição Internacional de Projeto de Assentamentos Espaciais, em tradução livre), reúne milhares de estudantes do mundo todo para desafios inspirados em projetos reais da indústria espacial. Ela conta com apoio de diversas organizações, como a Nasa e outras relacionadas à engenharia aeroespacial.
A competição é dividida em duas fases: a qualificação e a final internacional. Ela se utiliza de uma organização fictícia, nomeada como Sociedade da Fundação, onde são criados cenários futuristas dentro do século XXI.
Rafael Mayo, um dos idealizadores do grupo, relatou à CNN Brasil qual a sensação de ser da primeira equipe brasileira a chegar na final. “Acho que isso aqui vai servir bastante como inspiração para as próximas turmas e acho que, principalmente, a gente ser a primeira pesa bastante na hora e mostra bastante do potencial que os alunos brasileiros têm em frente aos outros países.”
Mayo comentou que a equipe se preparou por meio de conversas com instituições brasileiras do ramo, para entenderem como é o dia-a-dia na realidade, além de estarem buscando apoio institucional no setor aeroespacial.
*Com informações de Lauryn Amaral e Thomaz Coelho

