A terceira edição da São Paulo Climate Week (SPCW – Semana do Clima de São Paulo), considerada uma das principais discussões climáticas da América Latina, teve início nesta segunda-feira (3).
Sob o tema “Da agenda global à ação nos territórios”, o evento busca transformar os compromissos firmados na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em projetos, investimentos e ações concretas – tanto nas cidades quanto nas comunidades locais –, criando uma ponte sólida rumo à próxima edição da convenção, que será realizada na Turquia.
Até a próxima sexta-feira (7), a capital paulista recebe mais de 230 atividades distribuídas por cerca de 30 pontos da cidade. A expectativa é reunir 30 mil participantes, entre executivos, investidores, lideranças comunitárias e representantes de governos e organizações internacionais.
À CNN Brasil, Michel Porcino, organizador da São Paulo Climate Week, conta que, neste ano, o evento se torna uma plataforma de implementação, de projeto, de iniciativa e de financiamento, integrando as necessidades fundamentais com soluções que o setor privado apresenta.
“A gente precisa muito trabalhar a agenda de integração entre os diferentes setores. Temos muitas oportunidades, investimento, tempo gasto e iniciativas isoladas”, declarou.
“Por isso, movimentos como esse podem integrar diferentes vozes e trazer uma diversidade para poder implementar melhor as soluções no território, ouvir e ter a capacidade de entender o que é uma solução num território indígena, num quilombola, o que está acontecendo nas periferias, pode servir de solução para implantação em outras cidades”, acrescenta.
Abertura inédita em terra indígena
Antes do início oficial da programação, a SP Climate Week marcou um momento histórico no fim de semana ao realizar sua abertura dentro da Terra Indígena Jaraguá, na comunidade Tekoa Yvy Porã (povo Guarani Mbya), na zona Noroeste da capital paulista.
Foi a primeira vez no mundo que uma Semana do Clima abriu suas atividades em um território indígena.
Por dentro da programação
A terceira edição traz como destaque nichos de discussão:
- Transição em Energia, Indústria e Transporte: Descarbonização da mobilidade e de processos industriais.
Florestas, Oceanos e Biodiversidade: Conservação e restauração dos biomas.
Agricultura e Sistemas Alimentares: Produção regenerativa e segurança alimentar.
Cidades Resilientes, Infraestrutura e Água: Adaptação das cidades contra eventos climáticos extremos.
Desenvolvimento Humano e Social: Inclusão e apoio a populações vulneráveis.
Financiamento e Tecnologia: Atração de recursos verdes e incentivo à inovação.
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