A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no fim do domingo (2), informou a operadora estatal do sistema, deixando no escuro a ilha de cerca de 10 milhões de habitantes, enquanto os apagões se tornam mais frequentes.
A interrupção ocorre após três apagões nacionais em julho e em meio a um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que aumenta a pressão sobre a envelhecida infraestrutura energética da ilha.
A União Elétrica de Cuba informou, na madrugada desta segunda-feira (3), que “duas unidades da Energas Boca de Jaruco estão sendo sincronizadas ao sistema elétrico”.
Actualización de la recuperación del SEN. En este minuto, sincronizan al Sistema eléctrico, dos unidades de Energas Boca de Jaruco. pic.twitter.com/1jWtUUQM98
— Unión Eléctrica de Cuba (@OSDE_UNE) August 3, 2026
A Energas Boca de Jaruco é uma importante usina a cerca de 50 km a leste de Havana.
A pressão sobre o sistema elétrico aumentou à medida que Cuba enfrenta dificuldades para garantir importações de combustível.
O país perdeu uma importante fonte de combustível após um bloqueio de petróleo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder em 3 de janeiro por Washington.
A Venezuela há muito tempo era o principal fornecedor de petróleo de Cuba, enquanto as importações do México também foram interrompidas em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos.
A crise energética coincide com uma abertura cautelosa do setor de energia cubano, impulsionada pela escassez de combustível e pelas severas sanções dos EUA.
Havana autorizou recentemente seu primeiro empreendimento de importação de combustível com apoio estrangeiro e permitiu que quase 200 empresas cubanas participassem da distribuição atacadista de combustível.


Actualización de la recuperación del SEN. En este minuto, sincronizan al Sistema eléctrico, dos unidades de Energas Boca de Jaruco.