Para Flavio Roscoe, ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), a indústria brasileira “precisa abraçar com mais rapidez a revolução da inteligência artificial“.
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1 de 5Painel "Custo Brasil: defesa comercial e logística na disputa pelo mercado global" durante o evento Eloos, em Belo Horizonte • Uerlen Valério / Itatiaia
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2 de 5Painel "Escala e escassez: o novo pacto do trabalho na indústria e nos serviços" durante o evento Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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3 de 5Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, durante a abertura do Eloos, em Belo Horizonte
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4 de 5João Vítor Xavier, CEO CNN Brasil e vice-presidente da Itatiaia; Geraldo Alckmin, vice-presidente da República; e Rubens Menin, fundador e sócio-controlador da CNN Brasil (da esq. para dir.), durante evento Eloos em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia
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5 de 5Rubens Menin, fundador e sócio-controlador da CNN Brasil, durante o evento Eloos, em Belo Horizonte • Uerlen Valério / Itatiaia
A fala foi dita nesta segunda-feira (3), durante participação no Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte.
Segundo Roscoe, a indústria precisa ficar mais ágil do que já é, e um dos pontos centrais para esse gargalo seria a adoção de novas tecnologias.
“Precisamos agarrar os ganhos de produtividade que são trazidos pela IA”, afirmou.
No entanto, o ex-presidente da federação também adicionou que discutir sobre os entraves dessa implementação na indústria é essencial.
Além disso, para Roscoe, o “custo do dinheiro” inibe investimentos em tecnologia, pois exigem aporte maior no presente para ganho no futuro. “Temos Custo Brasil de 15%. Isso não tem impacto só na indústria, mas para toda a população brasileira. Para competir, precisamos ganhar eficiência”, adicionou.
Evento Eloos
Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.
O evento será realizado no Espaço Ava, em Belo Horizonte, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.
Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.
Programação
A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado “Custo Brasil” (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).
Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6×1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.
Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.
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