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Não temos receio de pagar pedágio, desde que seja justo, diz Fetcemg

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Não temos receio de pagar pedágio, desde que seja justo, diz Fetcemg

O pedágio em Minas Gerais não é um problema para o presidente da Fetcemg (Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais), Gladstone Lobato. A questão é o preço pago pelo consumidor.

“Não temos receio de pagar pedágio, desde que seja justo. Caso contrário, estamos pagamos um pedágio muito caro e não temos a qualidade esperada”, afimou nesta segunda-feira (3) durante o evento Eloos, promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte.

Segundo Lobato, o custo de logística e transporte em Minas Gerais é alto, e a produção de infraestrutura do estado é cara, o que faz os gargalos da logística mineira serem muitos.

Com infraestrutura precária, a mão de obra para este tipo de setor também é um problema, segundo o presidente da entidade.

“Muitos não querem trabalhar com caminhão por causa disso, e a nossa mão de obra está indo pra vários setores. Temos mais trabalhadores que decidem sair do que entrar no ramo”, explica

No entanto, de acordo com Lobato, a precarização poderia ser amenizada com uma parceria com a iniciativa privada. Segundo o presidente, essa solução não só melhoraria a infraestrutura das estradas mineiras, como diminuiria os custos.

“Uma estrada com bem feita baixa muito o custo, o que reflete para nos preços para o consumidor final”, finaliza.

Evento Eloos

Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.

O evento será realizado no Espaço Ava, em Belo Horizonte, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.

Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.

Programação

A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado “Custo Brasil” (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).

Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6×1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.

Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.

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