A rede elétrica de Cuba entrou nesta segunda (3) em colapso pela sétima vez neste ano. O último caso ocorreu na noite do domingo (2), segundo a empresa estatal de eletricidade e mergulhou o país na escuridão.
O antigo sistema de geração de energia de Cuba está sob forte pressão devido à escassez de combustível, à deterioração da infraestrutura e ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
Cuba enfrenta uma crise energética que já dura anos e que se agravou em janeiro, depois que os Estados Unidos capturaram o aliado mais próximo de Havana, o presidente venezuelano Nicolás Maduro, e forçaram o governo interino a interromper o envio de petróleo para a ilha. O México também suspendeu as exportações em resposta à pressão dos EUA.
A ilha, com cerca de 10 milhões de habitantes, sofreu dois apagões em março e três em julho.
Os apagões rotativos deste verão têm se mostrado cada vez mais difíceis para os moradores locais, muitos dos quais são obrigados a acordar no meio da noite para cozinhar, lavar roupas, usar a internet e se refrescar durante os meses quentes do verão, sem saber por quantas horas a eletricidade permanecerá disponível.
Os cubanos estão sendo obrigados a se adaptar aos frequentes apagões, continuando com suas vidas, trabalhos e rotinas diárias, mas com algumas mudanças.

