O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chega à disputa pela reeleição em 2026 com uma estratégia centrada na imagem de gestor e na continuidade dos projetos estaduais, enquanto mantém aberta a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.
Ao longo dos últimos meses, Tarcísio tem repetido que seu foco é na administração paulista, o que resultou na sua candidatura à reeleição para o governo do estado de São Paulo, que será oficializada neste sábado (1º), no Ginásio do Ibirapuera.
Segundo apuração da CNN, aliados avaliam que uma nova vitória em São Paulo fortaleceria o capital político de Tarcísio e abriria portas para uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto em 2030. A avaliação é de que um segundo mandato consolidaria a imagem de um gestor eficiente.
“O Tarcísio já tenta fazer isso há bastante tempo, né, de colar na imagem dele essa ideia de gestor eficiente, de cargo técnico”, avalia o cientista político Leonardo Paz Neves.
A estratégia também reduz o risco de desgaste em uma eleição presidencial marcada pela polarização entre os principais grupos políticos do país. Ao priorizar a pauta administrativa, Tarcísio busca dialogar com um eleitorado mais amplo, incluindo segmentos que valorizam resultados de gestão acima de disputas ideológicas.
Nos bastidores do Republicanos e de partidos aliados, a leitura é que um segundo mandato bem avaliado colocaria Tarcísio em posição privilegiada para liderar a eleição presidencial de 2030, quando o cenário político pode vir a passar por uma nova reorganização.
“Eu acho que ele vem com muita força para a próxima legislatura de 2030, eu acho que ele é já é um pré-candidato desde agora para essa eleição, especialmente se ficar duas vezes à frente do governo de São Paulo”, opina o especialista.
A leitura é compartilhada pelos cientistas políticos Leandro Consentino e Bruno Bolognesi, que avaliam a imagem de Tarcísio como um “gestor de obras” afinado com o campo político da direita.
“Ele está buscando consolidar essa questão de gestor, mas também de um gestor mais afinado com a direita e sem dúvida nenhuma mirando 2030. Governadores de São Paulo, sobretudo em segundo mandato, sempre buscam projetar-se para o Planalto, não vai ser diferente com ele”, observa Consentino.
“É uma veia que ele está tentando pegar, porque a imagem do governador de São Paulo sempre foi essa. [José] Serra, [Geraldo] Alckmin – talvez o desvio quando o PT entra –, mas é sempre essa imagem de um grande gestor”, complementa Bolognesi.

