O Missão lançou Renan Santos à Presidência da República em ato político na Zona Leste da capital paulista neste sábado (1º).
O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.
Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio.
Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.
Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.
No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.
A legenda também usou o Congresso do Missão deste sábado para lançar uma versão atualizada do chamado “Livro Amarelo”, documento em que compila suas análises de conjuntura e propostas. Foi ainda anunciado um centro de estudos nomeado “Instituto Livro Amarelo”.
O programa de governo indica que Renan, se eleito, apresentará uma “PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição” que vai prever um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031 e impor cortes de despesas como desindexação de benefícios e desvinculação de pisos.
Quem é Renan Santos
Nascido em 1984, em São Paulo, Renan iniciou sua trajetória política durante passagem pelo curso de Direito na USP (Universidade de São Paulo). No entanto, não concluiu a graduação e deixou a faculdade para trabalhar com o pai em um grupo empresarial.
Renan é um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), que se notabilizou por articulação e organização das manifestações que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff.
O empresário defende críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018, contudo, Renan e o MBL chegaram a apoiá-lo.
Pouco depois do início do governo, porém, distanciaram-se e romperam formalmente com Bolsonaro por causa de divergências relacionadas a pautas econômicas e de combate à corrupção.

