A Confederação Asiática de Futebol (AFC) recebeu positivamente neste sábado (1º) a decisão da Fifa de abandonar os planos de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.
O presidente da entidade, Sheikh Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, também reforçou a necessidade de que futuras iniciativas desse tipo sejam discutidas com transparência.
O projeto da Fifa previa arrecadar até US$ 4,2 bilhões com a venda de cerca de 20% de participação a investidores privados em uma nova unidade responsável pela gestão dos eventos da entidade, incluindo a Copa do Mundo.
Anunciada inicialmente na terça-feira (28), a proposta enfrentou forte oposição das confederações regionais, entre elas a Afc, que afirmou ter sido surpreendida pela decisão.
Após a repercussão negativa, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou que a entidade desistiu do plano depois de ouvir “atentamente todos os pontos de vista”.
Em uma carta publicada no site da Afc, Sheikh Salman afirmou esperar que “qualquer iniciativa com potencial para impactar o futebol mundial seja apresentada e discutida com as confederações, o Conselho da Fifa, as associações-membro e outras partes interessadas de maneira oportuna, transparente e significativa”.
“O futuro do futebol mundial deve ser sempre moldado por meio de consultas adequadas, diálogo coletivo e respeito às estruturas de governança estabelecidas em nosso esporte”, acrescentou.
Na quinta-feira (30), Sheikh Salman já havia classificado como “totalmente inaceitável” a forma como a proposta da Fifa foi apresentada, em uma carta enviada às associações-membro.
Com sede em Kuala Lumpur, a AFC é uma das seis confederações da Fifa e é responsável pela organização de competições regionais de clubes e seleções na Ásia continental, no Oriente Médio e na Austrália.

