A UP (Unidade Popular pelo Socialismo) oficializou na noite desta quinta-feira (30) os candidatos que disputarão as eleições deste ano no Pará.
Durante convenção realizada em Belém, o partido também confirmou a chapa presidencial da legenda, que tem Raquel Brício como candidata à Vice-Presidência da República.
A convenção eleitoral da Unidade Popular foi realizada na sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará, em Belém, e reuniu militantes, apoiadores e dirigentes da legenda.
No Pará, a UP homologou as candidaturas de Gal Leite ao governo do Estado e Karen Suellen para vice-governadora. Para o Senado, a candidata será Fernanda Lopes.
O partido também confirmou os nomes de Bruna Freire e Henrique Maciel como candidatos à Câmara dos Deputados, além de Marcos Jobson e Maria Santos na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
A convenção contou com a presença de Raquel Brício, candidata à Vice-Presidência da República pela Unidade Popular.
Guarda-portuária federal, graduada em Gestão de Recursos Humanos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Pará e Amapá (Sindiporto PA/AP) e dirigente do Movimento Luta de Classes, Raquel disputa pela primeira vez um cargo no Executivo federal, após candidaturas anteriores a vereadora, deputada estadual e prefeita de Belém.
Durante o evento, Raquel destacou o caráter inédito da chapa presidencial da legenda e afirmou que sua candidatura busca ampliar o debate sobre a realidade da Amazônia e os direitos das mulheres.
“A nossa candidatura é a única candidatura feminina e 100% feminina. Eu sou ribeirinha do Moju, conheço muito bem a realidade e as contradições do nosso estado e da Amazônia, e poder levar esse debate para uma candidatura nacional é muito importante. Também é uma forma de declarar guerra ao aumento do feminicídio, da violência contra a mulher e às tentativas de retirada de direitos historicamente conquistados pelas mulheres”, afirmou.
Entre as principais propostas defendidas pela chapa presidencial da Unidade Popular estão o fim da escala de trabalho 6×1, a redução da jornada para seis horas diárias, a reestatização de empresas privatizadas e a valorização do salário mínimo.

