A CNS (Confederação Nacional de Serviços) teme que a tarifa adicional de 25% implementada pelos Estados Unidos atinja o setor, mesmo as medidas incidindo diretamente sobre os segmentos industrias exportadores.
O argumento da entidade é que, quanto maior a carga tributária, menor é a competitividade das exportações nacionais e isso tende a provocar retração parcial da demanda externa, especialmente aos bens manufaturados e produtos industriais.
Desse modo, o cenário pode ocasionar a redução do ritmo de crescimento da economia brasileira e, embora não seja diretamente atingido, o setor de serviços deve absorver parte relevante dos efeitos indiretos da desaceleração econômica.
Impacto esperado:
- Logística e transporte – redução do fluxo de cargas;
- Serviços empresariais – menor demanda por consultorias, auditorias e engenharia;
- Tecnologia da Informação – postergação de projetos de digitalização;
- Serviços financeiros – maior procura por hedge e gestão de riscos, menor crédito corporativo;
- Comércio e serviços locais – redução do consumo em regiões exportadoras.
Para mitigar os impactos negativos a curto prazo, a CNS afirma que é necessário o fortalecimento da competitividade da economia brasileiro por meio de:
- Diversificação dos mercados de exportação;
- Ampliação das relações comerciais com Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina;
- Expansão das exportações de serviços intensivos em conhecimento;
- Estímulo à inovação, digitalização e aumento da produtividade;
- Fortalecimento da inserção internacional dos serviços brasileiros de tecnologia, finanças, engenharia e consultoria.
Veja lista de produtos do agro beneficiados por redução de tarifaço

