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Inflação na zona do euro acelera e reforça argumentos para alta de juros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Inflação na zona do euro acelera e reforça argumentos para alta de juros

A inflação na zona do euro acelerou em julho, reforçando ​os argumentos já fortes a favor de ​um novo aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, especialmente porque os altos preços do petróleo prenunciam um aumento ainda maior das pressões inflacionárias.

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, em linha com as expectativas, com ⁠o aumento dos preços do ​petróleo devido à guerra no Irã sendo o principal fator ​por trás desse resultado, segundo dados divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira (31).

A inflação subjacente, ⁠que exclui os preços voláteis de ⁠alimentos e energia, acelerou de 2,4% para 2,5% uma vez ​que ‌a inflação dos serviços subiu para 3,3%.

Embora cruciais, os números de julho ⁠provavelmente não serão um fator decisivo para o BCE, já que as autoridades receberão outro dado sobre a inflação em agosto, antes de sua próxima reunião de política ‌monetária, ⁠e os preços ‌do petróleo têm se mostrado extremamente voláteis.

Ainda assim, o banco central sinalizou fortemente que um aumento dos juros está por vir, argumentando que a economia ⁠está se comportando de acordo com seu ⁠cenário “de referência”, que por si só já previa um aumento em 10 de setembro.

Os dados sobre ‌o crescimento econômico também amenizaram as preocupações de que um aumento dos juros, destinado a impedir que os altos preços da energia se infiltrem de forma mais ampla nos preços e salários, pudesse prejudicar o crescimento econômico.

A ‌economia da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, o dobro do esperado, contrariando as previsões pessimistas de que a guerra e os ⁠altos custos da energia poderiam levá-la à beira de uma recessão.

Os mercados financeiros apostam em mais de dois aumentos nas taxas de juros, com esses movimentos ​já totalmente precificados para outubro e abril.

Os economistas, no entanto, estão mais cautelosos ​e prevêem apenas mais um aumento, partindo do pressuposto de que os altos preços da energia ainda não geraram impactos de segunda ordem nos preços, o que poderia, então, perpetuar a inflação elevada.

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