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Análise: Prioridade do governo é reduzir danos do tarifaço

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Análise: Prioridade do governo é reduzir danos do tarifaço

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil pretende retomar, já no mês de agosto, as negociações com os Estados Unidos. O objetivo é ampliar a lista de produtos isentos das tarifas impostas pela Casa Branca e, se possível, obter uma redução das alíquotas para setores considerados estratégicos.

Segundo a analista de Economia Débora Oliveira, a prioridade do governo neste momento é, sobretudo, reduzir os danos causados pelo tarifaço. Durante o Live CNN desta sexta-feira (31), a analista destacou que o discurso, tanto do governo quanto dos representantes dos setores produtivos, mudou de tom.

Não se fala mais em zerar o tarifaço. A prioridade é: vamos tentar reduzir esses danos, vamos aumentar, ampliar a lista de exceções“, afirmou Débora.

A analista lembrou que a lista de isenções, que antes contava com cerca de 700 produtos, passou para aproximadamente 2 mil. “E pode ser que eles consigam ampliar para mais 400 produtos que ficaram de fora dessa história.”

Segundo ela, a estratégia com maior chance de sucesso é demonstrar que os EUA dependem dos produtos brasileiros e que a substituição deles resultaria em custos muito mais elevados. Essa abordagem já teria sido utilizada com êxito em audiências anteriores.

Como exemplo, o café solúvel, que inicialmente estava fora da lista de isenções, conseguiu ser incluído. “Os próprios empresários americanos falavam que eles precisam desse produto”, observou Débora.

Entre os produtos com maior potencial de argumentação estão máquinas, componentes elétricos, madeira, móveis e pedras.

“Esses produtos abastecem empresas de construção civil lá nos Estados Unidos, e a substituição pode acabar trazendo um custo muito mais elevado neste momento para esse mercado”, afirmou a analista.

Já setores como calçados, cerâmica e móveis apresentam uma urgência social mais imediata no Brasil, por serem regionalizados e envolverem pequenos e médios produtores. Produtos como açúcar e etanol, por sua vez, enfrentam barreiras mais complexas, ligadas a interesses agrícolas e políticos de ambos os lados.

“Zerar ou reduzir a tarifa de vez não ressoa com muito otimismo, mas incluir mais produtos na lista de exceções tem muito mais chances”, avaliou Débora.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.