A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen e algumas de suas controladas. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central do Foro de São Paulo e torna o acordo válido para todos os credores sujeitos ao plano.
Segundo a companhia, o plano teve adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários, aqueles sem garantias reais, e não recebeu impugnações de credores do Grupo Raízen.
Com a homologação, passa a valer o reperfilamento das dívidas financeiras da empresa contratadas com instituições financeiras e emitidas nos mercados de capitais brasileiro e internacional. O montante envolvido é de aproximadamente R$ 61,4 bilhões.
Em comunicado ao mercado, a Raízen afirmou que a aprovação reforça a confiança dos credores e demais partes envolvidas em uma solução consensual para reorganizar o endividamento da companhia, equilibrando a necessidade de liquidez no curto prazo com uma estrutura de capital sustentável no longo prazo.
Entre as próximas etapas previstas no plano está a conversão de parte dos créditos em participação na companhia, por meio de Units, além da emissão de novos títulos de dívida garantidos.
O acordo também prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que deverá ser realizado em dinheiro pela Shell Brasil e, caso haja adesão, pela Aguassanta Participações, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da companhia.
O plano inclui ainda reorganizações societárias, separação de negócios e possíveis desinvestimentos de ativos, com o objetivo de estruturar a divisão entre as operações de distribuição de combustíveis e de energia.
A Raízen informou que seguirá com os procedimentos necessários para implementação do plano e que divulgará aos credores os materiais para escolha das opções de pagamento previstas no acordo.
Expansão agressiva contribuiu para alto endividamento da Raízen

