As fortes rajadas de vento que atingiram o Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29) foram mais intensas do que o previsto pelos sistemas de monitoramento meteorológico, segundo o prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere (PSD).
Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (30), ele também associou o episódio aos efeitos do “super El Niño”, que tem potencial para intensificar a ocorrência de eventos climáticos extremos.
“Ontem a gente teve um evento extremo, com uma verdadeira ventania, muito mais forte do que o previsto pelas estações”, afirmou Cavaliere.
Segundo o prefeito, a prefeitura já havia alertado a população sobre os riscos de eventos climáticos extremos. Ele lembrou que, no último dia 20 de julho, a administração municipal realizou uma coletiva para tratar dos possíveis impactos do super El Niño no estado.
“No último dia 20 de julho, aqui na prefeitura do Rio, a gente fez uma coletiva, fizemos um anúncio alertando a população para os riscos de eventos extremos causados por esse super El Niño, que já vinha alertando autoridades do mundo inteiro. E aqui no Brasil claramente já começa a gerar os seus efeitos”, disse.
Ventos superaram previsão
De acordo com Cavaliere, o município utiliza informações de 11 estações responsáveis pelo monitoramento dos ventos — três administradas pela prefeitura, três pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e cinco operadas pelos aeroportos da cidade.
“Ontem a gente teve um evento extremo, com uma verdadeira ventania, muito mais forte do que o previsto pelas estações”, comentou.
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1 de 9Árvores caem na rua Andrade Neves, na Tijuca, e deixam bairro sem energia • Reprodução
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2 de 9Árvore cai e atinge posta de energia durante ventania no Rio. • Reprodução
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3 de 9Ventania na rua Andrade de Neves, na Tijuca (RJ) • Reprodução
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4 de 9Ventania intensa atingem Campo Grande, no RJ, e causa estragos. • Reprodução
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5 de 9Árvores caem e deixam diversos bairros do Rio sem energia. • Reprodução
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6 de 9Casas na rua Andrade Neves, na Tijuca, sofrem com queda de árvores durante ventania. • Reprodução
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7 de 9Teleférico da Providência durante vendaval • Reprodução
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8 de 9Desabamento gerou "onda" de fumaça • Reprodução
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9 de 9Ventos fortes atingem a rua Andrade Neves, na Tijuca • Reprodução
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Segundo ele, nenhuma delas indicou que as rajadas atingiriam a intensidade registrada na quarta-feira.
“Houve um alerta, no início da tarde, de ventos moderados a fortes, mas esse alerta não previu a intensidade do que aconteceu. Aliás, ele não previu a intensidade e ainda não previu que ele aconteceria antes do que foi efetivamente previsto, que seria no início da noite”, afirmou.
Ainda segundo Cavaliere, a antecipação e a força dos ventos acabaram provocando impactos na rotina da cidade, afetando principalmente a mobilidade urbana.
Resposta da prefeitura
O prefeito afirmou que os órgãos municipais permaneceram mobilizados durante toda a noite e a madrugada para minimizar os impactos da ventania. Segundo ele, equipes atuaram na remoção de árvores caídas, na liberação das principais vias da cidade e no restabelecimento dos serviços públicos. Cavaliere afirmou que, na manhã desta quinta-feira, o sistema de transporte já operava normalmente na maior parte da capital.
Apesar da melhora nas condições, ele disse que a prefeitura permanece em estado de atenção e segue acompanhando a evolução do tempo por meio do Centro de Operações Rio (COR).
“A gente destaca os efeitos desse super El Niño, que realmente, como as autoridades vinham alertando, podem gerar efeitos e eventos extremos maiores do que o usual para esse período do ano. (…) Fica o alerta. A gente está aqui mobilizado no Centro de Operações”, afirmou.
Estragos
Fortes rajadas de vento acima de 100 km/h provocaram estragos e deixaram diversos bairros no Rio de Janeiro e na região metropolitana sem energia nesta quarta-feira. Segundo a prefeitura, o maior registro de vento foi de 105,5 km/h, na região do Aeroporto do Galeão, entre 16h e 17h.
Por conta da ventania, mais de 1,9 milhão de residências ficaram sem energia elétrica no estado.
Duas pessoas morreram após um muro desabar por conta de fortes rajadas de vento registradas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado está buscando um pescador desaparecido no mar de Tarituba, em Paraty, na Costa Verde do estado.

