O Irã alertou dois países europeus para não permitirem que os Estados Unidos utilizem suas bases para potenciais ataques contra a República Islâmica.
Em uma conversa telefônica entre os ministros das Relações Exteriores do Irã e do Chipre, Abbas Araghchi, iraniano, enfatizou “a necessidade de impedir que quaisquer forças hostis utilizem bases militares estrangeiras no Chipre para realizar atos de agressão contra o Irã”.
Ele acrescentou que, se um Estado disponibiliza seu território para uso hostil por outro, isso “constitui participação em um ato de agressão”.
O representante do Chipre, Constantinos Kombos, afirmou que seu governo recebeu garantias do Reino Unido de que as bases militares estrangeiras localizadas no Chipre não seriam utilizadas contra nenhum país, incluindo o Irã, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano.
Em outra conversa telefônica com a ministra das Relações Exteriores da Bulgária, Velislava Petrova-Chamova, Araghchi insistiu que sua homóloga europeia reconsiderasse a decisão do governo búlgaro de permitir que aeronaves militares americanas utilizassem uma de suas bases para operações militares.
“O Irã espera que o governo búlgaro reconsidere urgentemente sua decisão”, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, alertando que a República Islâmica “não hesitará em defender seus interesses e segurança nacionais contra qualquer agressão ou ato hostil, e que qualquer parte que participar de atos de agressão contra o Irã, de qualquer forma, arcará com as consequências”.
No início deste mês, o parlamento da Bulgária aprovou uma proposta do governo para permitir que os militares dos EUA usem uma base aérea no país balcânico para apoiar suas operações no Oriente Médio.
O Irã tem criticado vários Estados árabes do Golfo, alegando que eles permitem que os EUA lancem ataques contra Teerã a partir de suas bases nesses locais.
Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda

