Mulheres entre 40 e 70 anos apresentam maior probabilidade de desenvolver capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo.
Embora existam indícios observados na prática clínica, a relação direta entre o ombro congelado e a menopausa ainda não foi comprovada cientificamente. Existem especialistas que apontam que as alterações hormonais características desse período podem influenciar processos inflamatórios e musculoesqueléticos.
Do ponto de vista científico, ainda não há evidências robustas que comprovem uma relação direta entre a menopausa e o desenvolvimento do ombro congelado. Entretanto, observamos evidências clínicas de maior incidência nesse período da vida da mulher, possivelmente relacionadas às variações hormonais características da menopausa
Dr. Gustavo Barboza de Oliveira, ortopedista e cirurgião de ombro e cotovelo
O ombro congelado é caracterizado pela rigidez progressiva da articulação, acompanhada de dor e perda significativa da mobilidade. A condição afeta entre 2% e 5% da população mundial.
A doença é causada pela inflamação da cápsula articular, estrutura que envolve e estabiliza o ombro. Esse processo provoca o espessamento da cápsula e a formação de aderências que restringem os movimentos.
Em alguns casos, a capsulite adesiva surge após traumas, lesões, cirurgias na região do ombro ou períodos prolongados de imobilização.
Além disso, doenças metabólicas, como o diabetes, enfermidades cardiovasculares e fatores emocionais, como ansiedade e depressão, também estão associados a um maior risco de desenvolvimento da condição.
Os principais sintomas são dor persistente e limitação progressiva dos movimentos do ombro. O quadro costuma evoluir ao longo de diferentes fases e pode durar entre seis meses e dois anos, sendo, na maioria das vezes, uma condição autolimitada.
O diagnóstico é realizado pelo médico ortopedista com base na avaliação da história clínica do paciente e no exame físico.

