O capitão e dois tripulantes de uma balsa de passageiros que naufragou na Guiana foram acusados de homicídio nesta terça-feira (28), mais de uma semana após o desastre que matou 73 pessoas e deixou outras 30 desaparecidas.
O MV Barima, uma embarcação de 87 anos, afundou em 18 de julho enquanto viajava da capital, Georgetown, para o vilarejo de Port Kaituma, no noroeste do país.
O capitão Kevin Price, de 40 anos, e os tripulantes Rondell Dwayne Roberts, de 42, e Delon Granderson, de 33, compareceram a um tribunal em Georgetown para responder às acusações de homicídio, informou a polícia da Guiana.
Não foi exigido que eles apresentassem defesa preliminar, e a Reuters não conseguiu contato imediato com os acusados ou seus representantes para comentários.
Os três tiveram a prisão preventiva decretada e a audiência foi adiada para 3 de agosto.
O desastre motivou uma investigação abrangente sobre os serviços de balsa, que são operados pelo Departamento de Transportes e Portos, vinculado ao Ministério de Obras Públicas. O presidente Irfaan Ali anunciou a criação de uma comissão de inquérito para investigar o acidente.
As autoridades afirmam que 76 passageiros e tripulantes foram resgatados do MV Barima. Acredita-se que 179 pessoas estavam a bordo no momento em que a balsa afundou.
Após o acidente, o primeiro-ministro guianense, Mark Phillips, declarou que dois dos tripulantes, incluindo o capitão, testaram positivo para maconha. Ele também afirmou que muitas pessoas a bordo não constavam na lista de passageiros da embarcação. No entanto, ele acrescentou que a embarcação havia sido considerada em condições de navegabilidade e estava com a manutenção em dia.
Parlamentares da oposição exigiram a renúncia do ministro de Obras Públicas, Juan Edghill, e do ministro de Serviços Públicos e Aviação, Deodat Indar.

