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Café avança quase 5% em NY com atraso da colheita no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Café avança quase 5% em NY com atraso da colheita no Brasil

O atraso na colheita da safra brasileira segue impulsionando os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em setembro fechou a sessão desta terça-feira (28) com  valorização de 4,58% e encerrou cotado em U$S 3,39 por libra-peso. 
 
De acordo com o Barchart, o mercado registrou uma forte alta nesta sessão pelo segundo dia consecutivo, alcançando as maiores cotações em duas semanas devido a fortes chuvas no Brasil. 
 
O mercado segue acompanhando o ritmo de colheita no Brasil e que o atraso possa impactar nos trabalhos de campo e reduza a oferta global. A Clima Tempo destacou que Minas Gerais recebeu 32,4 mm de chuva, ou 2.700% da média histórica, caíram na semana encerrada em 26 de julho.

Açúcar

O mercado internacional do açúcar encerrou a sessão em leve baixa, pressionado pelo forte recuo das cotações do petróleo. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em outubro fechou cotado a 14,55 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,21%.

Segundo o Barchart, a desvalorização do petróleo reduziu a competitividade do etanol, aumentando a expectativa de que usinas destinem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar. O contrato do petróleo WTI acumulou perdas superiores a 10% em dois pregões, movimento que reforça a perspectiva de maior oferta da commodity no mercado internacional.

Apesar da pressão baixista, as perdas foram limitadas após a StoneX revisar para cima sua estimativa de déficit global de açúcar para a safra 2026/27. A consultoria passou a projetar um déficit de 1,7 milhão de toneladas, acima da previsão de 550 mil toneladas divulgada em maio, indicando um cenário de oferta global mais apertada.

Cacau

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão negociado a US$ 5.201 por tonelada, com alta de 1,98%.

Segundo o Barchart, o mercado registrou uma recuperação técnica após atingir as menores cotações em três semanas e meia. A desvalorização do índice do dólar frente à máxima de um mês estimulou operações de cobertura de posições vendidas, dando suporte aos preços da commodity.

Apesar da alta do dia, o mercado segue atento ao aumento da oferta global. Dados da Costa do Marfim mostram que os produtores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 26 de julho de 2026, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior. O avanço da oferta continua pressionando as cotações e alimentando dúvidas sobre a capacidade da demanda de absorver esse crescimento.

Algodão

As perspectivas favoráveis para a safra norte-americana mantiveram pressão sobre as cotações do algodão. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão cotado a 80,53 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,43%.

Os dados semanais de acompanhamento da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que 81% das lavouras já estavam na fase de formação de maçãs até o último domingo, índice em linha com a média histórica para o período. Além disso, 45% das plantações avançaram para a etapa de abertura das maçãs, também dentro da média dos últimos cinco anos.

As condições das lavouras também melhoraram. O percentual de áreas classificadas entre boas e excelentes subiu para 46%, um ponto percentual acima da semana anterior. O destaque foi o Texas, que registrou avanço nas avaliações, enquanto apenas Louisiana, Oklahoma, Tennessee e Virgínia apresentaram piora nas condições das plantações.

Suco de Laranja

Os preços do suco de laranja voltaram a recuar na Bolsa de Nova York, com o contrato futuro com vencimento em setembro encerrou a sessão cotado a US$ 1,36 por libra-peso, com queda de 3,25%.

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