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Soja recua mais de 3% em Chicago com pressão externa e realização de lucros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Soja recua mais de 3% em Chicago com pressão externa e realização de lucros

A cotação da soja futura encerrou a sessão desta segunda-feira (27) em forte queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em novembro recuou 3,17%, fechando negociado a US$ 12,13 por bushel.

De acordo com a Agrinvest, os contratos futuros da soja, do óleo e do farelo operaram em baixa expressiva, com perdas próximas de 3% em todo o complexo.

O movimento foi influenciado pelas expectativas de um possível cessar-fogo e de avanços para uma solução no conflito do Oriente Médio, além da realização de lucros por parte dos investidores após as recentes altas.

Apesar da pressão sobre as cotações, a demanda pelas exportações de soja dos Estados Unidos segue firme e ajuda a sustentar os fundamentos do mercado.

No Brasil, o início da semana foi marcado por poucos negócios e baixo volume de negociações. Segundo a consultoria, a valorização da soja no mercado físico nos últimos dias tem pressionado as margens das indústrias nacionais, enquanto o cenário de exportação também enfrenta dificuldades.

Milho

O contrato futuro do milho também encerrou a sessão em baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento para entrega em dezembro registrou desvalorização de 2,77%, fechando negociado a US$ 4,74 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado de cereais enfrentou um dia de forte pressão, com milho e trigo acumulando perdas superiores a 2% nas cotações.

Entre os principais grãos, o milho apresentou a maior queda no pregão, acompanhando o movimento negativo observado no mercado internacional de commodities agrícolas.

Trigo

O trigo encerrou a sessão em queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em setembro recuou 2,65%, fechando negociado a US$ 6,60 por bushel.

Apesar da desvalorização das cotações, os investidores reduziram as apostas em novas quedas para o cereal. Dados da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos) mostram que fundos de hedge e grandes gestores ampliaram a posição líquida comprada em trigo para 26.710 contratos, ante 13.789 contratos na semana anterior.

No mesmo período, os investidores diminuíram as posições vendidas líquidas, que representam apostas na queda dos preços, para 18.399 contratos no trigo vermelho de inverno, contra 34.887 contratos na semana anterior. Segundo a CFTC, esse foi o menor nível de posições pessimistas desde 26 de maio.

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