Os preços da soja e do petróleo seguem intrinsicamente relacionados. Na manhã dessa segunda-feira (27) , as duas commodities reverteram o movimento de alta nas bolsas internacionais.
O barril do tipo Brent abriu o dia em queda de mais de 7% depois de atingir a maior cotação dos últimos dois meses, ao ultrapassar os US$ 100 dólares.
A soja, na bolsa de Chicago, segue a tendência e opera em queda de quase 3%.
A queda em Chicago tende a limitar a formação dos preços no mercado brasileiro e desacelerar a forte alta da soja registrada nos últimos dias.
O fator geopolítico, somado as exportações aquecidas nessa entressafra, ajudou a alavancar o preço da oleaginosa no Brasil. Com forte alta forte neste mês de julho o grão acumula uma valorização de 11% no porto Paranaguá (PR).
A saca de 60 quilos fechou a última semana cotada a R$ 148,37. Em valores nominais, sem considerar a inflação, essa cotação não era registrada desde 2023.
O produtor aproveitou a alta para avançar na comercialização, tanto da velha e quanto da nova safra, com as referências para agosto e outubro entre R$ 149,50 e R$ 153,00.
