O candidato ao Palácio do Planalto Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (27) que enquadrará facções criminosas como terroristas se for eleito presidente do Brasil nas eleições deste ano.
A declaração de Zema ocorreu depois que os Estados Unidos passaram a tratar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
“Quero que o Brasil retome a soberania que estamos perdendo, tem gente falando que está perdendo soberania porque os Estados Unidos enquadraram facções como terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo”, disse em convenção partidária da sigla que o oficializou como candidato à Presidência.
O ex-governador de Minas Gerais também fisse que, se for eleito, construirá um “super presídio, de preferência em lugar remoto, no meio da Amazônia, onde líderes [das organizações criminosas] serão encaminhados” para cumprir pena. “Vão mofar [lá] por pelo menos 25 anos”, completou.
Esta será a terceira eleição disputada por Zema. Empresário, ele foi eleito para dois mandatos como governador de Minas, em 2018 e 2022. Como postulante ao Planalto, o ex-governador tem se posicionado como uma “terceira via”, uma alternativa à polarização entre PL e PT.
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