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Vance e chefe militar dos EUA expressam preocupações sobre escalada no Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Vance e chefe militar dos EUA expressam preocupações sobre escalada no Irã

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, expressaram preocupações sobre uma escalada da guerra com o Irã enquanto o presidente Donald Trump avaliava essa possibilidade durante uma reunião na Casa Branca na sexta-feira (24); a informação foi dada à CNN por uma fonte a par do assunto e por uma autoridade americana.

Na noite de sexta-feira, os EUA pareceram suspender sua campanha de bombardeios contra o Irã, após quase duas semanas de ataques em noites consecutivas. As operações estão “em pausa”, disse uma fonte do Departamento de Defesa à CNN no sábado (25).

Na sexta-feira, Caine levantou preocupações específicas sobre os estoques de munição dos EUA e outras possíveis implicações negativas, segundo as fontes.

Uma das fontes afirmou que Caine disse a Trump e aos militares americanos que eles poderiam executar as opções disponíveis e obter sucesso, mas alertou sobre as possíveis consequências.

A preocupação com os estoques foi uma das muitas apresentadas a Trump durante a reunião, disseram ambas as fontes.

Não está claro, no momento, se a preocupação com os estoques ou o alerta sobre a escalada foram os principais motivos para a suspensão dos ataques consecutivos ou se essa pausa será mantida.

“O presidente Trump sempre manteve a posição de que prefere uma solução diplomática, mas continua a manter todas as opções em aberto caso o Irã prossiga com atividades terroristas no Estreito de Ormuz ou contra aliados”, disse o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, em um comunicado.

“Somado às sanções bem-sucedidas que paralisaram a economia do Irã e aos 13 dias consecutivos de ataques contra alvos militares em resposta às suas agressões recorrentes, seria sensato que o Irã buscasse um acordo negociado. Caso contrário, eles sabem o que acontecerá”, acrescentou.

A CNN também entrou em contato com o gabinete de Vance para solicitar comentários.

Isso ocorre em um momento em que estoques estratégicos de armas dos EUA permanecem significativamente reduzidos e podem sofrer maior pressão caso os ataques ao Irã continuem, conforme a CNN já havia noticiado.

Ao falar com repórteres após a reunião de sexta-feira com membros do gabinete e assessores de alto escalão, Trump enfatizou que autoridades americanas estavam negociando ativamente com o Irã, embora também tenha dito que era possível que os militares continuassem a campanha de bombardeios ou “aumentassem a intensidade”.

Ele afirmou que o Irã parecia estar levando as negociações em curso “mais a sério”.

Até a tarde de sexta-feira, o governo Trump ainda avaliava como seria uma possível escalada do conflito, segundo uma fonte a par da situação. Países do Golfo pediram moderação em conversas recentes com autoridades do governo, mas reconheceram que os EUA possuem capacidades únicas que poderiam ser utilizadas para intensificar o conflito, caso decidissem fazê-lo, afirmou a fonte.

Mesmo após declarar, nesta semana, que cogitava um ataque em larga escala contra o Irã, Trump havia instruído reservadamente seus negociadores a “continuarem as conversas”, segundo uma fonte familiarizada com o assunto; isso evidenciava o dilema do presidente diante da realidade de operações militares de escalada limitada, que não envolvessem o envio de tropas terrestres americanas.

Poucas pessoas no círculo íntimo de Trump ou no Pentágono acreditavam que as opções de escalada do presidente produziriam os resultados desejados, segundo várias fontes.

A CNN também noticiou que, antes do início das hostilidades, Caine e outros líderes militares haviam alertado Trump de que uma campanha militar prolongada poderia afetar os estoques de armamentos dos EUA.

“As Forças Armadas dos EUA são as mais poderosas do mundo e dispõem de tudo o que é necessário para agir no momento e no local escolhidos pelo presidente”, afirmou Sean Parnell, porta-voz principal do Pentágono, em comunicado à CNN.

“Realizamos diversas operações bem-sucedidas em diferentes comandos de combate, garantindo, ao mesmo tempo, que as Forças Armadas dos EUA mantenham um vasto arsenal de capacidades para proteger nosso povo e nossos interesses”, disse.

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