O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse neste domingo (26) que não precisa apoio de líderes estrangeiros como “muleta” para sua campanha.
“Eu sou um candidato, modéstia a parte, que precisa ser avaliado pelo povo brasileiro. Eu não preciso de muleta de nenhum país de fora, não. Eu sei dar autoridade moral para o Brasil, sentando naquela cadeira eu saberei, sem dúvida alguma”, afirmou em entrevista à CNN.
Caiado disse ainda que, se eleito, fará uma reforma no Itamaraty para resgatar “a força da diplomacia brasileira”.
“Não como braço acessório de partido, como é hoje, mas com capacidade de mostrar o Brasil com altivez, discutindo e sentando à mesa com os demais países do mundo, não vivendo essa situação deprimente que o Brasil vive hoje”, disse o candadidato, se referindo à diplomacia do atual governo.
No sábado (25), o presidente da Argentina, Javier Milei, compareceu à convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em um discurso longo, Milei demonstrou apoio ao filho de Jair Bolsonaro e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Na entrevista à CNN, Caiado afirmou ser o único capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Segundo ele, Flávio está acuado diante das recentes denúncias.
O ex-governador de Goiás também criticou os ataques entre outros candidatos à Presidência e disse que assume apenas as brigas essenciais, como defesa da mulher e do estudante.
Na avaliação de Caiado, a candidatura de Flávio é “o peru de Natal que o Lula quer servir no segundo turno”. Segundo ele, em um eventual confronto entre os dois, o senador precisaria se explicar durante os debates.
O PSD oficializou neste domingo, pela manhã, a candidatura de Caiado para disputar o Palácio do Planalto, durante convenção nacional realizada em São Paulo. Em seu discurso, ele reforçou propostas para a segurança pública, fez críticas ao PT e, sem mencionar nomes, também alfinetou o “outro lado”.
Segundo analistas da CNN, o ex-governador deve apostar em sua biografia para tentar evitar um segundo turno antecipado entre Lula e Flávio, que lideram a corrida eleitoral.

