O Republicanos oficializou, neste sábado (25), a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao governo do Rio de Janeiro. A convenção estadual do partido, realizada na Tijuca, Zona Norte da capital, também confirmou o coronel da Polícia Militar Venâncio Moura como candidato a vice-governador.
Em discurso, Garotinho afirmou que pretende combater o crime organizado e fez críticas à atuação de milícias e facções criminosas no estado. Segundo ele, o objetivo de um eventual governo será “libertar o Rio das três organizações criminosas do estado: o tráfico, a milícia e a Alerj”.
O candidato também prometeu mudanças na área da saúde. Entre as propostas apresentadas estão a ampliação do funcionamento dos hospitais públicos durante a noite e a criação de atendimento especializado para mulheres na menopausa na rede estadual.
A convenção reuniu aliados políticos, entre eles o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella, que teve a candidatura ao Senado oficializada pelo Republicanos.
Também foi confirmado como candidato à outra vaga ao Senado o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho. O partido ainda homologou 71 candidatos à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e 47 à Câmara dos Deputados.
Durante o evento, Crivella afirmou que Garotinho enfrentou perseguições políticas ao longo da trajetória pública e pediu apoio dos eleitores à chapa do Republicanos.
Garotinho governou o Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 e volta a disputar o Palácio Guanabara após ter a condenação na Operação Chequinho anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Cristiano Zanin entendeu que as provas reunidas no processo não eram suficientes para sustentar a condenação.
A investigação apurava um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes, por meio do programa social Cheque Cidadão, quando Rosinha Matheus, esposa de Garotinho, era prefeita do município.
O ex-governador havia sido condenado por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo, mas a decisão foi posteriormente anulada pelo STF.

