O ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi oficializado neste sábado (25) como candidato ao governo de São Paulo em convenção partidária do PT (Partido dos Trabalhadores), em Campinas (SP). Na chapa, o pré-candidato a vice-governador é o ex-ministro Márcio França (PSB).
Em 2022, Haddad também disputou o Executivo estadual e foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição. O evento de lançamento da nova candidatura teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as pré-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Com o maior colégio eleitoral do país, a disputa em São Paulo é estratégica. O PT mira chegar ao segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas, e garantir um palanque forte para Lula, pré-candidato na corrida presidencial.
Vista por aliados como um “sacrifício” em prol do projeto nacional petista, a candidatura de Haddad é estratégica para a sigla mobilizar o eleitorado em São Paulo e promover contraponto a Tarcísio, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa ao Planalto.
A última eleição vitoriosa de Haddad foi em 2012, quando foi eleito prefeito de São Paulo com 3.387.720 votos, após vencer José Serra (PSDB) no segundo turno. Depois, ele também disputou a reeleição à prefeitura de São Paulo em 2016, as eleições presidenciais de 2018 e o governo de São Paulo em 2022, mas foi derrotado nos três pleitos.
Na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, Haddad tem o apoio de sete siglas, as mesmas que compõem o palanque de Lula: PT, PSB, PDT, PC do B, PV, Rede e PSOL. Na convenção, o PT também homologará candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
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