Quase duas décadas após encantar o país e conquistar o vice-campeonato mundial, Natália Guimarães, 41, segue como uma das vozes mais respeitadas no universo dos concursos de beleza no país.
Prestes a acompanhar a grande final do Miss Universe Brasil, neste sábado (25), em São Paulo, a eterna soberana de 2007 olha para a edição de 2026 com uma mistura de nostalgia, entusiasmo e visão crítica.
Com a autoridade de quem fez história nas passarelas internacionais, a apresentadora analisa o cenário atual e não esconde a empolgação com o retorno da transmissão em canal aberto, destacando a importância da democratização do espetáculo.
“Meu coração está muito feliz. O retorno à TV aberta representa um momento extremamente importante. Estamos falando de uma plataforma que aproxima o público das candidatas e permite que milhões de brasileiros acompanhem a experiência”, diz com exclusividade à CNN Brasil.
Mesmo com expectativa, a ex-Miss prefere manter a neutralidade e não aponta favoritas antes do tempo. Para ela, o confinamento é um divisor de águas onde o carisma supera qualquer mega produção.
“Procuro não criar favoritas antecipadamente. O concurso é uma construção diária. Mas existe um perfil que sempre chama minha atenção: mulheres autênticas, que possuem propósito e conseguem transmitir verdade quando entram em uma sala ou sobem ao palco”, avalia.
Beleza pelos quatro cantos do Brasil
Uma das grandes novidades da edição 2026 é justamente a ampliação da representatividade. Além das tradicionais faixas estaduais, o concurso inovou ao incluir candidatas que carregam nomes de importantes rotas turísticas do país, como o Vale dos Vinhedos e Cataratas do Iguaçu.
Segundo Natália, a estratégia inteligente agrega valor ao papel da miss moderna. “O Brasil possui uma diversidade extraordinária, e as candidatas ajudam a contar essas histórias para o mundo”, comemora.
“Quando uma representante fala sobre uma rota turística, ela movimenta a economia local e desperta o interesse do público por novas regiões. É uma forma inteligente entre estética, história e promoção do patrimônio nacional”, acrescenta.
A importância da saúde mental
Se hoje a preparação das misses conta com equipes multidisciplinares focadas inclusive em saúde mental, em 2007 o desafio não era menor. Ao relembrar sua própria jornada no Miss Universo, Natália abre o jogo sobre o peso psicológico de carregar a faixa do Brasil no peito e como fez para não deixar a pressão do confinamento internacional abatê-la.
“O maior desafio foi lidar com a pressão de representar um país inteiro. Quando você chega lá, percebe que existe uma torcida enorme acompanhando cada passo” revela.
A receita para manter a mente sã diante dos holofotes globais? Foco no que é real. “O que me ajudou foi focar no que estava sob o meu controle. Eu não podia controlar opiniões ou resultados, mas podia controlar minha postura e minha atitude. Procurei viver cada experiência com gratidão, e isso me manteve equilibrada”, conclui a eterna vice-campeã mundial.

